KIM JONG UN visita a China

O líder da República Popular Democrática da Coreia, Kim Jong Un, realizou entre os dias 25 e 28 de março de 2018 a sua primeira visita ao exterior. O destino foi a República Popular da China, país vizinho que mantém uma longa tradição de amizade e cooperação. A visita extraoficial do líder coreano, que foi acompanhado por sua esposa, Ri Sol Ju, foi um convite do Presidente Xi Jinping, Secretário Geral do Comitê Central do Partido Comunista da China e Presidente da RPC e da Comissão Militar Central.

O Marechal Kim Jong Un partiu de Pyongyang, capital da Coreia, a bordo de um trem especial, no dia 25 de março. Atravessou a fronteira entre China e RPDC e chegou à cidade chinesa de Dandong, onde foi recebido por altos funcionários do PCCh, como Sang Tao, chefe do Departamento de Relações Internacionais do CC do PCCh e Li Jinjun, Embaixador da China na RPDC. Kim Jong Un agradeceu a Song Tao por ter ido até a cidade fronteiriça, tão distante da capital chinesa, para recebê-lo. Song Tao deu calorosas boas vindas ao líder coreano e sua esposa e disse que veio pessoalmente recepcionar o líder em nome de Xi Jinping.

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No dia 26 de março, o Marechal Kim Jong Un chegou, também de trem, à estação ferroviária central de Beijing, na cidade capital da China. Em Beijing, também foi recebido por importantes autoridades, como Wang Huning, membro do Comitê Permanente do Bureau Político e membro do Comitê Central do PCCh, além de outras personalidades, como Ding Xuexiang. Da estação de trem, Kim Jong Un e Ri Sol Ju, a primeira-dama da RPDC, tomaram um carro e seguiram em uma grande comitiva até a Casa de Hóspedes de Diaoyutai, escoltada por 21 motocicletas. A comitiva atravessou a capital chinesa atraindo atenções.

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Depois disso, a comitiva seguiu para o Grande Palácio do Povo, no coração da China, na Praça Tiananmen, onde o Marechal Kim Jong Un se encontrou pela primeira vez como Presidente chinês Xi Jinping, que o recebeu com um caloroso aperto de mãos. A primeira-dama da China, Peng Liyuan, também estava presente. Xi Jinping deu boas-vindas ao líder coreano em sua primeira viagem ao estrangeiro. Kim Jong Un agradeceu pela esmerada atenção e recepção. Depois de se fotografarem, os líderes da China e Coreia subiram numa tribuna e então foram executados os hinos nacionais das duas Repúblicas Populares. Depois, foi realizada uma solenidade militar e os líderes passaram em revista às tropas do Exército Popular de Libertação da China.

 

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Em seguida, os líderes se dirigiram à sala de conferências onde tiveram início conversações bilaterais. Os comandantes dos dois partidos e países trocaram opiniões sobre importantes assuntos, incluindo as longas relações de amizade entre a China e RPDC e a situação da Península Coreana.

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Kim Jong Un afirmou que o Partido do Trabalho da Coreia e o Governo da RPDC mantém a firme decisão de continuar a valorosa tradição de amizade entre ambos os países, preparada e fortalecida pelos líderes das gerações anteriores; ele também disse que é necessário levar essa amizade à novas etapas de nossa época. O Marechal disse que esse importante encontro deveria estreitar o intercâmbio de opiniões estratégicas e a cooperação tática para consolidar a ajuda bilateral. Ele também manifestou a esperança que o PCCh faça uma correta liderança do povo chinês e que alcance grandes êxitos no cumprimento da causa da construção de uma potência socialista moderna e que se realize o sonho do “grande renascimento da nação chinesa”.

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Depois dele, o Presidente Xi Jinping discursou, dando boas vindas ao Máximo Dirigente pela sua visita. Ele enfatizou que apreciar, continuar e desenvolver incessantemente a amizade entre a China e a Coreia, estabelecida pelos antigos líderes no curso da contribuição mútua para o avanço vitorioso da causa socialista e da nobre amizade revolucionária, é a opção e vontade estratégica e firme do partido e do Governo da China. Ressaltou que as recentes mudanças positivas ocorridas na Península Coreana são os frutos das decisões táticas de Kim Jong Un e do Governo da Coreia.

Xi Jinping disse que sob o governo de Kim Jong Un, o PTC alcançará novos êxitos em continuar conduzindo o povo coreano ao desenvolvimento da economia e da melhora das condições de vida.

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Kim Jong Un, ao final da conversa, convidou o Presidente Xi para uma visita à RPDC e o líder chinês aceitou com prazer a proposta.

Depois do diálogo, o Presidente Xi Jinping e sua senhora Peng Liyuan presenteram Kim Jong Un e sua esposa com lembranças especiais. Depois, os líderes se dirigiram para um dos salões do Grande Palácio do Povo, onde o Presidente Xi ofereceu um generoso banquete.

Antes da refeição, os participantes puderam ver uma apresentação em vídeo que mostrava imagens históricas das visitas anteriores dos líderes coreanos Kim Il SungKim Jong Il, que foram recebidos pelas antigas lideranças chinesas Mao Zedong, Zhou Enlai, Deng Xiaoping, Jiang Zemin, Hu Jintao e outros veteranos. As imagens deixaram claro aos presentes que a China e a RPDC possuem uma longa trajetória de amizade e cooperação forjada em épocas difíceis de luta anti-imperialista e durante o auge da Revolução.

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Depois, Kim Jong Un e Xi Jinping discursaram. O líder coreano mais uma vez agradeceu todo o cuidado, atenção e tratamento das autoridades chinesas e disse que era natural que sua primeira viagem fosse para a China. Ele também expressou seu desejo que as resoluções das recentes conferências do Partido Comunista da China sejam levadas adiante e congratulou Xi Jinping por sua reeleição.

“O povo coreano e chinês, que vêm se ajudando mutuamente e dedicando seu sangue e vida para a luta conjunta ao longo do tempo, experimentaram ao longo disso que os seus destinos são inseparáveis e que sabem muito bem que é valioso o ambiente de paz e estabilidade na região e que isso foi muito caro para ser conquistado e defendido”, disse Kim Jong Un em relação à luta de ambos os países na década de 1940 contra a invasão japonesa e depois da cooperação mútua na Guerra da Coreia de 1950-1953.

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O Presidente chinês também discursou. Durante sua fala, lembrou que o Presidente Kim Il Sung, durante sua vida, visitou a China mais de 40 vezes e que tinha uma amizade muito especial com o Presidente Mao Zedong e o Primeiro-Ministro Zhou Enlai. Também recordou que o Dirigente Kim Jong Il visitou a China algumas vezes e disse que a atual visita do Marechal Kim Jong Un é uma demonstração da continuidade da amizade entre os dois países.

“Estou convencido de que, qualquer que seja a situação internacional e regional, ambas as partes procurarão a felicidade dos nossos países e de seus povos, tomando o controle da atual situação mundial e realizando visitas de alto nível, aprofundando a comunicação estratégica e o intercâmbio.”

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Uma apresentação artística foi cuidadosamente preparada e executada pelos anfitriões chineses enquanto os participantes banqueteavam. Depois da apresentação, Kim Jong Un e sua esposa entregaram flores aos artistas em sinal de agradecimento. Toda a cerimônia ocorreu em clima de camaradagem, amizade e alegria.

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No dia seguinte, dia 27 de março, Kim Jong Un se dirigiu à Academia Nacional da Ciências da China, onde foi conduzido por várias exposições sobre tecnologias industriais e de geração de energia. Acompanhado por guias que explicavam e apresentavam novas soluções tecnológicas, Kim Jong Un apreciou o avanço técnico dos chineses e até mesmo interagiu com um robô. Ao final da visita à Academia, o Marechal escreveu uma mensagem, que dizia: “Pude conhecer o grande poderio da China, grande país vizinho. Se alcançarão os melhores êxitos da ciência sob a sábia direção do Partido Comunista da China.”

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Depois disso, o Marechal e sua esposa foram para o palácio de Yangyuanzhai, onde foram recebidos novamente pelo Presidente Xi Jinping e sua senhora. Os líderes passearam pelo belíssimo jardim do palácio, em estilo milenar chinês; o palácio foi construído em 1773 para ser a morada especial do Imperador Qianlong, da dinastia Tsing, e é um lugar significativo: foi nesse lugar que Kim Il Sung se encontrou com Mao Zedong pela primeira vez na década de 1950.

Kim Jong Un e Xi Jinping conversaram mais uma vez, se fotografaram e depois almoçaram. Após isso, o casal coreano entregou presentes aos anfitriões.

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No fim, Xi Jinping e sua esposa, Peng Liyuan, se despediram de Kim Jong Un e Ri Sol Ju, que saíram de carro rumo à estação de trem. Na estação, autoridades chinesas se despediram dos coreanos, que pegaram um trem até Dandong, onde foi feita uma parada. Depois, Kim Jong Un e sua comitiva seguiram de volta para a Coreia.

 

 

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Você pode ver um documentário produzido pela TV Central da Coreia que mostra todas as filmagens da visita de Kim Jong Un à China:

Essa visita relâmpago de Kim Jong Un à China, completamente inesperada, é parte de uma série de movimentações diplomáticas da Coreia do Norte. Essas ações diplomáticas são a sequência das movimentações militares muito intensas do ano passado, que prepararam o terreno e o psicológico dos líderes mundiais para a mensagem de que a Coreia do Norte não pode ser destruída e que resoluções hostis não dão certo nem surtem efeito.

Se em 2017 Kim Jong Un mostrou ao mundo um cardápio de armas poderosas, muitas delas capazes de atingirem os Estados Unidos, esse ano o líder coreano quer dar uma aula de diplomacia, começando com a interação com a Coreia do Sul, seguindo para a China e, muito em breve, com os próprios Estados Unidos.

A ida da RPDC à Coreia do Sul para os Jogos Olímpicos de Pyeongchang e a retomada do diálogo entre as partes mostra que, à nível regional, a Coreia do Norte consolidou sua posição, uma vez que a própria Coreia do Sul notou que não há outro caminho para a resolução da situação que não meios pacíficos. Depois, o Norte partiu para resolver os assuntos com seu maior parceiro comercial e grande potência global, a China. Assim, Kim Jong Un mostra que a RPDC está disposta a continuar a amizade de décadas de décadas dentre os dois governos, ressaltando, principalmente para os EUA, que a China não saiu da jogada. Vale lembrar que recentemente a China aderiu às sanções econômicas contra a Coreia. Mas a China tem um discurso muito dual. Então, pelo que parece, Kim Jong Un pretende mostrar aos próprios chineses que sufocar a RPDC não vai dar certo. O discurso dos mandatários de ambas as partes, durante a visita, foi sempre centrado em amizade, cooperação, intercâmbio. Isso nos dá uma pista sobre o que pode acontecer com a relação entre China e Coreia: reaproximação e, quem sabe, o levantamento de algumas sanções.

Nos EUA, a visita de Kim Jong Un soou muito bem para Trump, que correu para o Twitter, no qual passa mais tempo do que em seu próprio escritório presidencial, para dizer que está “muito ansioso” para o encontro dele com Kim Jong Un, encontro esse que provavelmente ocorrerá em maio desse ano e que é resultado das conversações, em Pyongyang, entre Kim Jong Un e uma delegação sul-coreana enviada em caráter especial.

Ao se aproximar da China, a Coreia ‘cola’ num amigo poderoso: a China corresponde à grande parcela do comércio mundial, principalmente dos EUA. Sendo assim, os EUA escutam a China com atenção, afinal, ninguém quer se indispôr com o gigante asiático, muito embora ambos os países possuam suas divergências e concorrências irreconciliáveis.

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Lucas Rubio
Presidente do Centro de Estudos da Política Songun – Brasil
(Com informações de KCNA)

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Histórica cerimônia de abertura das Olimpíadas da Coreia

Em 9 de fevereiro de 2018, o mundo presenciou cenas históricas ocorridas na cidade de Pyeongchang, na Coreia do Sul, durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018.

Esses Jogos Olímpicos de Inverno estão sendo palco de momentos incríveis de reaproximação entre o Norte e o Sul da Coreia. Tudo começou em 1º de janeiro desse ano quando, em um habitual discurso de ano novo, o Marechal Kim Jong Un, líder da Coreia do Norte, disse que desejava sucesso para a realização dos jogos no país vizinho e que seria interessante se a delegação norte-coreana também pudesse participar. Imediatamente, o governo da Coreia do Sul respondeu positivamente e os ministros da Reunificação de ambos os lados se reuniram para acertar os detalhes, no início do mês passado, em um encontro histórico e raro. Vale ressaltar que as reuniões Norte-Sul ocorreram sem intromissão dos Estados Unidos, que não foram convidados para mediar. Também é interessante lembrar que a Coreia do Norte não participou da última edição das Olimpíadas ocorrida também na Coreia do Sul há 30 anos.

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Reunião entre autoridades do Norte e do Sul da Coreia durante as negociações para a participação da RPDC nos Jogos Olímpicos de 2018.

Na primeira quinzena de janeiro veio a confirmação oficial para o mundo: a delegação da República Popular Democrática da Coreia iria participar dos Jogos Olímpicos na Coreia do Sul. Não só isso: a equipe do Norte e do Sul iriam entrar juntas na cerimônia de abertura sob uma bandeira única e igual – a bandeira peninsular da Coreia – e ambas as equipes seriam fundidas em uma só em algumas modalidades. Para que tudo isso acontecesse, o governo sul-coreano teve que suspender algumas sanções da ONU que o país havia aderido, permitindo a entrada de esportistas norte-coreanos em seu território e a exibição da bandeira da Coreia do Norte (banida pela Lei de Segurança Nacional por ser considerada a bandeira do inimigo). Além disso, o lado Norte enviou equipes de torcida para aquecerem as arquibancadas durante as cerimônias e disputas esportivas, além de também enviar grupos musicais e de dança para se apresentarem no Sul. O pedido de participação da RPDC veio inesperadamente e bem em cima da hora; se fossem competições em outro lugar do mundo ou em outras circunstâncias, provavelmente a delegação do Norte não seria admitida mas, para promover a paz e não perder a oportunidade única de abrir um canal de diálogo com o Norte, as autoridades sul-coreanas e o Comitê Olímpico Internacional se esforçaram e aceitaram de bom grado a equipe nacional da Coreia do Norte.

Há poucos dias antes do início dos Jogos, delegações esportivas, artistas, torcedores e funcionários da Coreia Socialista chegaram de trem e navio à Coreia do Sul, onde foram calorosamente recepcionados. Há muitos anos não se via algo parecido. Foram realizadas cerimônias de recepção e a bandeira da República Popular Democrática da Coreia foi hasteada no pavilhão de bandeiras dos países participantes das Olimpíadas durante uma grande festividade que contou com danças e apresentações musicais tradicionais coreanas realizada por artistas do Norte e do Sul, juntos. O hasteamento do pavilhão nacional da RPDC no território sul-coreano é algo a ser observado com grande atenção. Talvez a última vez que isso tenha acontecido com tamanha repercussão tenha sido durante as diversas vezes que o Exército Popular da Coreia ocupou o território Sul durante a Guerra da Coreia de 1950-1953.

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Bandeira da RPDC é hasteada na Vila Olímpica.
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Artistas da Coreia Popular na cerimônia de hasteamento da bandeira.

A cerimônia de abertura ocorreu como previsto na noite do dia 9 de fevereiro, em Pyeongchang, Coreia do Sul. Uma das coisas mais notáveis dessa ocasião foi a presença de importantes líderes políticos da República Popular Democrática da Coreia. Na manhã do dia 9, partiu de Pyongyang, capital da RPDC, uma comitiva especial, composta por altos funcionários governamentais, dos quais vale destacar Kim Yong Nam, o chefe de Estado da Coreia e há anos representante diplomático do país no exterior. Porém a pessoa que mais despertou atenções e curiosidade pelo mundo (além de alarde da mídia internacional) foi Kim Yo Jong, membro do Bureau Político do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, cargo que exerce desde outubro de 2017, quando foi eleita durante o pleito interno do Partido. Porém não é somente seu alto cargo que chamou a atenção: Kim Yo Jong é irmã do Marechal Kim Jong Un e é muito próxima do líder da RPDC.

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Avião presidencial da RPDC que partiu de Pyongyang com delegação de alto nível.
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Choe Hwi, presidente do Comitê Nacional do Esporte da RPDC, Kim Yo Jong, 1ª Subchefe de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, Kim Yong Nam, Presidente do Presidium da Assembleia Popular da RPDC e Ri Son Gwon, presidente do Comitê da Reunificação Nacional Pacífica.

Poucos momentos depois de partir de Pyongyang, o avião presidencial da RPDC, levando consigo os membros da comitiva diplomática de altíssimo nível, pousou em um aeroporto na Coreia do Sul. Lá, tivemos registros de imagens inéditas, mostrando o desembarque de Kim Yong Nam e Kim Yo Jong. Foi a primeira vez, desde 1953, que um membro da família Kim pisava em território do Sul da Coreia. O que mais atraiu as frenéticas lentes dos jornalistas foi a serenidade, calma e postura confiante de Kim Yo Jong, membro do CC do PTC e irmã de Kim Jong Un. Ela se encontrou com o Ministro da Reunificação da Coreia do Sul e instantes depois partiu de trem para Pyeongchang, demostrando uma postura de bastante credibilidade e tranquilidade digna de uma representante de um Estado tão honrado quando a RPDC.

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Delegação da RPDC é recepcionada por autoridades sul-coreanas.

Imagens da chegada da comitiva da Coreia Socialista.

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Kim Yo Jong, irmã do Marechal Kim Jong Un e alta funcionária do PTC.

Pela noite, teve início a abertura das Olimpíadas. Em um belo estádio, em formato de pentágono, iniciou-se um espetáculo de luzes, coreografia e fogos de artifício que deu início aos Jogos de Inverno. Com muitos efeitos visuais e tecnológicos, porém com pouca cultura e História verdadeiramente coreanas, (afinal estamos falando de um território ocupado pelos EUA há mais de 70 anos) a cerimônia de abertura foi realizada sob um frio de -5°C. Na cerimônia, estavam presentes importantes autoridades de vários países que já são velhos conhecidos da Crise na Coreia: Estados Unidos, Japão e China, sem contar, claro, as autoridades da Coreia do Norte e do Sul. Curioso notar que Kim Yong Nam e Kim Yo Jong, da Coreia do Norte, estavam sentados a menos de 1,5 metro de distância do representante do seu pior inimigo, os Estados Unidos, que estava presente na figura de Mike Pence, vice de Trump. Quando o Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, chegou na tribuna acompanhado de sua esposa, ocorreu uma cena histórica. Primeiro, Moon Jae In foi cumprimentar Mike Pence, vice-presidente dos Estados Unidos da América e Shinzo Abe, Primeiro-Ministro do Japão. Depois de cumprimentá-los, Moon Jae In se dirigiu até a delegação norte-coreana e um aperto de mãos histórico ocorreu. Kim Yo Jong, irmã do Marechal Kim Jong Un, com um belo sorriso no rosto, apertou a mão do Presidente sul-coreano, que foi saudado depois por Kim Yong Nam. As câmeras de agências do mundo todo gravaram o momento com grande louvor.

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Os piores inimigos do mundo moderno separados por apenas 1 metro: no centro, abaixo, Mike Pence, vice-presidente dos Estados Unidos e Shinzo Abe, Primeiro-Ministro do Japão; acima, Kim Yong Nam, presidente do presidium da Assembleia Popular Suprema da RPDC e Kim Yo Jong, alta funcionária do Partido do Trabalho da Coreia.
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O aperto de mãos histórico: Coreia do Sul e Coreia do Norte se cumprimentam.
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O Presidente sul-coreano Moon Jae In chega à cerimônia e cumprimenta a camarada Kim Yo Jong.

No decorrer das festividades, dois momentos merecem destaque. O primeiro foi a entrada das delegações. Após todos os países participantes terem entrado, o estádio ocupado por milhares de pessoas vibrou energicamente com a entrada da delegação da Coreia, unificada. Carregando a bandeira branca com a Península Coreana em azul no centro, estavam dois atletas coreanos – uma do norte e um do sul, seguidos de centenas de atletas com uniformes idênticos. A marcha pelo estádio ocorreu sob acenos de Kim Yong Nam e Kim Yo Jong, que com muita alegria e emoção aplaudiram a deleção coreana, sendo acompanhados na saudação pelo Presidente Moon Jae In. Visivelmente alegre com o momento, o líder sul-coreano se virou e mais uma vez apertou a mão das autoridades do Norte. O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, nem ao menos aplaudiu. Sentado ficou e não fez qualquer movimento. Horas antes, durante um almoço de autoridades promovido pelo anfitrião Moon Jae In, Mike Pence, ao ver as autoridades do Norte, se retirou 5 minutos após ter chegado ao salão. Essas ações demonstram com que o humor os Estados Unidos estão após fracassarem em sua tentativa de afastar ao máximo os dois Estados da Coreia. O segundo instante memorável foi o momento de acender a pira olímpica, o símbolo das Olimpíadas. Mais uma vez, a tocha olímpica que conduziu a chama até a pira foi levada por duas atletas, sendo uma do Norte e outra do Sul. Ambas correram por uma belíssima rampa colorida com muitas luzes que subia até a tocha olímpica. O momento foi celebrado como um momento de união e alegria.

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A atleta norte-coreana Hwang Chung Gum e o atleta sul-coreano Won Yun Jong levaram a bandeira da Coreia juntos.
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A delegação da Coreia.
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Kim Yong Nam e Kim Yo Jong, além do presidente sul-coreano Moon Jae In, saúdam a delegação coreana.
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A atleta norte-coreana Jong Su Hyon e a atleta sul-coreana Park Jong Ah conduziram a tocha olímpica juntas até a pira.

No Brasil, a transmissão do evento ficou ao encargo da emissora esportiva SporTV, de propriedade da Rede Globo. Os quatro comentaristas escalados para a cobertura do evento agiram com covardia e mau-caratismo ao insultarem o povo da Coreia Socialista com as mais sórdidas mentiras. Em especial o repórter Marcos Uchôa demonstrou ter em seu repertório de frases prontas uma série de anticomunismos e racismos, dizendo absurdos e atacando o povo da Coreia. Ao mesmo tempo que dizia estar contente com a participação do Norte e que isso era um sinal de paz, o próprio repórter e seus colegas promoviam uma série de distorções e fantasias contra a honrada Coreia Socialista.

Como de costume, a cerimônia também contou com o discurso do chefe da organização das Olimpíadas na Coreia do Sul e o Presidente do Comitê Olímpico Internacional. Em seus discursos, ambos destacaram como ponto principal a participação do Norte e enalteceram esse momento glorioso.

Em 10 de fevereiro, ocorreu outro encontro entre o Presidente Moon Jae In e os líderes coreanos Kim Yo Jong e Kim Yong Nam, dessa vez um evento formal. A delegação norte-coreana deve partir de volta para casa no domingo após várias reuniões e eventos conjuntos que foram marcados. A mídia está especulando que Kim Yo Jong teria transmitido ao Presidente Moon Jae In um convite pessoal do irmão Kim Jong Un para que o líder sul-coreano visitasse Pyongyang.

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Kim Yong Nam e Moon Jae In apertam as mãos.

A histórica participação da Coreia do Norte nas Olimpíadas na Coreia do Sul, sua fusão em uma só equipe nacional e a visita de autoridades norte-coreanas de alto nível é uma grande vitória para o povo coreano e o símbolo da façanha conduzida por Kim Jong Un durante o ano de 2017. Após intimidar o imperialismo norte-americano, parece que o Marechal Kim Jong Un conseguiu imprimir no governo sul-coreano a visão de que o assunto coreano deve ser resolvido unicamente por coreanos, sem interferência externa. Essa reaproximação rara abre precedentes para futuras interações mais aprofundadas entre os Estados da Coreia e quem sabe floresçam novos tempos de paz e prosperidade para o povo coreano. Isso enfurece os Estados Unidos, que buscaram, mais brutalmente desde o início do governo Trump, destruir totalmente a Coreia Socialista e transformá-la num Estado completamente isolado.

O esporte está furando esse isolamento e o povo da Coreia do Sul está tendo a chance de conhecer melhor os seus irmãos do Norte através do esporte e da arte. Teatros na Coreia do Sul estão esgotando rapidamente os lugares quando bandas da Coreia do Norte anunciam que vão se apresentar lá. Esse é um sinal de que os coreanos não se odeiam e que na verdade anseiam pelo dia que a pátria coreana será novamente uma única e forte potência!

Glórias ao povo coreano!

Sucesso aos Jogos Olímpicos de Pyeongchang!

Viva a Reunificação!

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Lucas Rubio
Presidente do Centro de Estudos da Política Songun – Brasil

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Informe sobre reunião do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia

No dia 7 de outubro de 2017, em Pyongyang, capital da Revolução, ocorreu a Segunda Reunião Plenária do Sétimo Período do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia.
Kim Jong Un, Presidente do PTC, dirigiu a reunião plenária.

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Nesta reunião participaram os membros suplentes do Comitê Central do PTC.

Também estavam presentes os membros da Comissão Central de Revisão do PTC.

E estavam como observadores os funcionários responsáveis do Comitê Central do PTC, dos ministérios, dos órgãos centrais, das províncias (cidades) e distritos, além de funcionários de fábricas e empresas importantes.

Na reunião foram propostas as seguintes agendas:
1 – Sobre as tarefas imediatas frente à situação criada;
2 – O problema de organização;

Na reunião plenária foi discutida inicialmente a primeira agenda. Kim Jong Un, Presidente do PTC, fez um relatório sobre a primeira agenda.

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No seu relatório, o Presidente analisou e avaliou a complexa situação internacional em torno da República Popular Democrática da Coreia e os importantes problemas apresentados, além de elaborar propostas para as atividades imediatas do Partido e para o desenvolvimento econômico, as tarefas e os meios estratégicos para a prática da organização.

Ele apontou que juntamente com suas forças apoiadoras, os imperialistas estadunidenses fazem desesperados esforços para suprimir completamente nossos direitos à soberania, à existência e ao desenvolvimento inventando “resoluções de sanção” uma atrás da outra no Conselho de Segurança da ONU.

Esclareceu com seriedade que nossas armas nucleares são o precioso resultado da luta sangrenta do nosso povo para defender o destino e a soberania da Pátria contra a ameaça nuclear dos imperialistas ianques, que perdura muito tempo; o arsenal nuclear é uma dissuasão poderosa que protege firmemente a paz e a segurança na Península Coreana, na região do Nordeste Asiático e é o remédio justo e onipotente que não só elimina a nuvem de despotismo que tenta levar a humanidade à uma grave catástrofe como também permite que as pessoas desfrutem de uma vida independente e feliz sob o céu azul e claro.

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O Presidente do PTC avaliou que mesmo no meio das sanções crescentes dos imperialistas ianques e seus satélites, este ano a ciência e tecnologia do País se desenvolveram rapidamente e, com base nesse poder, a economia nacional cresceu.
Mediante a luta deste ano para a materialização da resolução do Sétimo Congresso do PTC, adquirimos as preciosas experiências com as quais poderemos forjar o futuro, superando as sanções dos inimigos, enquanto a estrutura econômica do País é aperfeiçoada independentemente, havendo aí uma base sólida, acrescentou Kim Jong Un.

A situação criada e a realidade de hoje demonstraram que foi muito justo que o nosso Partido tenha avançado com passos firmes no caminho do socialismo Juche, assumindo firmemente a Linha de Desenvolvimento Paralelo da construção econômica e das forças armadas nucleares, e que no futuro devemos continuar seguindo por este caminho imutável, também disse ele.

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Esclareceu a posição do princípio e da estratégia de reação revolucionária do nosso Partido para pôr fim à chantagem e à ameaça nuclear dos imperialistas estadunidenses, consolidando ainda mais o poder da economia nacional e abrindo o amplo caminho para a construção do poder econômico socialista e enfatizou a necessidade de fortalecer ainda mais a nossa força sob a bandeira da independência, da autoconfiança e frustrar completamente as manobras imprudentes de guerra nuclear e campanhas de sanção do inimigo.

Ele afirmou que, ao implantar sua liderança legítima, o nosso Partido acabará com o confronto anti-ianque realizado desde o século passado e avançará até a vitória final da causa socialista; ele também apresentou o curso da luta e as tarefas para levar a Revolução a um novo auge.

Ele enfatizou a necessidade de consolidar ainda mais o poder da unidade monolítica entre o Partido e as massas populares.

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Afirmou também que a unidade monolítica é o fundamento da existência do nosso Partido e do Estado e é a arma mais poderosa da nossa Revolução, ressaltando a necessidade de orientar e manter o objetivo de todas as atividades do Partido e do Estado para consolidar a unidade monolítica da posição revolucionária e estabelecer de forma mais estrita a maneira partidária revolucionária de servir fielmente ao povo.

Ele mencionou a necessidade de chegar a um feliz término da grande causa histórica da construção das forças armadas nucleares do Estado, continuando a materializar completamente a orientação do Desenvolvimento Paralelo do partido.

Ele enfatizou a produção de um novo auge na construção do poder econômico socialista com base na grande força matriz do auto-fortalecimento e do poder da ciência e da tecnologia.

A principal chave para frustrar as piores manobras de sanções dos imperialistas estadunidenses e suas forças seguidoras, para transformar o desfavorável em favorável, é precisamente a autoconfiança e força da ciência e da tecnologia; ele salientou a necessidade de intensificar por todos os meios o caráter independente e jucheano da economia nacional.

Tomar mais firmemente a linha da juchenização da economia nacional e do lema de autoconfiança fará que desenvolvamos com determinação a luta para tornar independente a economia do país, que se baseie em nossas forças, técnicas e recursos para superar as severas dificuldades de hoje. Isso servirá para trazer a mudança decisiva na construção do poder econômico independente, sublinhou e iluminou em detalhes as tarefas para os ramos da economia nacional.

As ciências e tecnologias tornam-se a locomotiva da construção do poder socialista; todos os domínios e todas as unidades devem materializar plenamente a política econômica do Partido, colocando-os firmemente e mobilizando suas próprias forças científicas e tecnológicas, e também a força e inteligência das massas produtoras, afirmou o Marechal.

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O Conselho de Ministros e todos os órgãos diretivos da economia devem fazer e executar bem a operação e o comando para implementar rigorosamente a estratégia da reação revolucionária, ressaltou.

A fim de realizar a linha e estratégia revolucionária do Partido, o Presidente apresentou como meio importante o trabalho de fortalecer por todos os meios a função e o papel combativo das organizações partidárias de todos os níveis.

Assegurou que todo o Partido deve prestar a atenção ao fortalecimento dos comitês da organização primária e as células do Partido para que todas as organizações partidárias de base se movam sempre de maneira combativa e dinâmica, sob a única direção do Comitê Central do Partido e se esforcem ativamente pela materialização das linhas e orientações do Partido.

Embora a situação de hoje seja muito severa e estejamos enfrentando obstáculos, nosso Partido, que goza de absoluto apoio e confiança de todo o exército e povo, é sempre invencível e abre o caminho vitorioso mantendo firmemente a linha independente em qualquer mudança de circunstância, enfatizou.

Graças à base firme da economia independente, preparada pelo Presidente Kim Il Sung e o Dirigente Kim Jong Il, à fileira de científicos formados pelo nosso Partido, ao exército e ao povo armados com o espírito revolucionário de nosso Partido e a tradução da luta apoiada na autoconfiança, nossa causa é invencível, disse. Acrescentou que a luta energética pela vitória final da Revolução dá-se pela firme união em torno do Comitê Central do Partido.

Na reunião plenária foi adotada a resolução sobre a primeira agenda.

Posteriormente também foi discutido o problema de organização, pauta da segunda agenda.

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Uma eleição foi feita. Para cada cargo, foram destituídos antigos membros e eleitos novos. A seguir constam os resultados da eleição:

Membros e suplentes do Bureau Político do Comitê Central do Partido.
Elegeram como membros: Pak Kwang Ho, Pak Thae Song, Thae Jong Su, An Jong Su e Ri Yong Ho. E como membros suplentes: Choe Hui, Pak Thae Dok, Kim Yo Jong e Jong Kyong Thaek.

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Kim Yo Jong é irmã do Marechal Kim Jong Un

Vice-presidentes do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia.
Pak Kwang Ho, Pak Thae Song, Thae Jong Su, Pak Thae Dok, An Jong Su e Choe Hui.

Comissão Militar Central do Partido do Trabalho da Coreia.
Choe Ryong Hae, Ri Pyong Chol, Jong Kyong Taek e Jang Kil Song.

Membros e suplentes do Comitê Central do PTC.
Eleitos como membros: Kim Pyong Ho, Kim Myong Sik, Kim Jong Sik e Choe Tu Yong. Como suplentes: Ju O, Jon Kwang Ho, Ko In Ho, Choe Tong Myong, Ryang Won Ho, Kim Kwang Hyok, Hong Yong Chil, Kim Myong Gil, Kim Tu Il, Ryang Jong Hun, Ri Hi Yong e Ho Chol Yong.
Eleitos como membros suplentes: Sin Ryong Man, Yu Jin, Sin Yong Chol, Jang Kil Song, Ju Song Nam, Rim Kwang Ung, Jang Ryong Suk, Kim Yong Ho, Hyong Song Wol, Ma Won Chun, Ryom Chol Su, Song Chun Sop, Jang Jun Sang, Kim Yong Jae, Kim Chun Do, Kim Chang Gwang, Kim Yong Gyu, Jo Jun Mo, Sin Yong Chol, Kim Chang Yop, Jang Chun Sil, Pak Chol Min, Pak Mun Ho, Choe Sung Ryong, Choe Rak Hyon, Ho Pong Il, Kim Kwang Yong e Son Thae Chol.

Foram nomeados também alguns chefes de departamentos do Comitê Central do PTC e o novo editor-chefe da Editora do Jornal Rodong Sinmun.

Chefes de departamento do PTC.

Foram nomeados: Choe Ryong Hae, Pak Kwag Ho, Thae Jong Su, Kim Yong Su, Ryang Won Ho, Ju Yong Sik e Sin Ryong Man.

Kim Pyong Ho foi nomeado como editor chefe da Editora do Jornal Rodong Sinmun.

Jo Yon Jun foi eleito como Presidente da Comissão de Controle do Comitê Central do PTC.

Também foram nomeados os Presidentes dos Comitês do PTC nas províncias.
Kim Tu Il foi nomeado como Presidente do Comitê do PTC na província de Phyong-an do Sul; Ryang Jong Hun como Presidente do Comitê do PTC na província de Hwanghae do Norte e Ri Hi Yong como Presidente do Comitê do PTC na província de Hamgyong do Norte.

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A Segunda Reunião Plenária do VII Período do Comitê Central do PTC, efetuada sob a direção do Presidente Kim Jong Un, servirá de motivo transcendental em antecipar a vitória final da construção da potência socialista e da causa revolucionária do Juche ao organizar e mobilizar com dinamismo todo o Partido, todo o Exército e todo o Povo para a ofensiva geral para a materialização da resolução do Sétimo Congresso do PTC sob a bandeira do grande Kimilsungismo-Kimjongilismo!

(Com informações de KCNA.)

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Gabriel T.
Centro de Estudos da Política Songun – Brasil

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CEPS-BR realiza ato anti-imperialista em apoio à Coreia Popular

No dia de hoje, 30 de setembro de 2017, o Centro de Estudos da Política Songun – Brasil realizou um ato de apoio à República Popular Democrática da Coreia em frente ao Consulado Geral dos Estados Unidos da América em São Paulo.

O ato foi pacífico e que não causou nenhuma agressão ou prejuízo ao consulado ou a alguma pessoa.

O principal ponto reivindicado pelo ato foi questão da paz na Península Coreana. Apesar da RPDC estar preparada para entrar em uma guerra para se defender caso for necessário, o povo coreano já sofreu com uma devastadora guerra e por isso não merece passar por outra. Acreditamos que lutar contra a agressão imperialista é acima de tudo lutar por um mundo pacífico, justo e independente.

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O ato também prestou solidariedade ao povo da Síria e sua luta contra o terrorismo e o imperialismo norte-americano. A Síria e a Coreia Socialista mantém uma relação de amizade e cooperação há décadas.

Em conversa com uma segurança do consulado, os manifestantes deixaram muito claro o desejo de que a crise na Península Coreana acabe e expressaram a esperança de um tratado de paz formal que coloque fim à Guerra da Coreia. Além disso, disseram que são também totalmente contra qualquer tipo de pressão, seja ela econômica ou militar, e se posicionaram contra as sanções econômicas impostas pela ONU e EUA, defendendo também a reunificação pacífica da Coreia.

Foram exibidas na manifestação as bandeiras da RPD da Coreia, da Síria e do Brasil. Alguns cartazes diziam “Mais de 144 países foram bombardeados – nenhum deles pela Coreia do Norte. Quem é a verdadeira ameaça?” e “Contra a interferência imperialista na soberania nacional.”

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O CEPS-BR se manifestou com ação contra as agressões e hostilidades promovidas pelos Estados Unidos contra o Estado soberano da Coreia, que exige seu legítimo direito de existir e de trilhar seu próprio caminho.

O ato de desagravo às manobras militares imperialistas estadunidenses contra a Coreia e Síria, realizado em um local estratégico, alcançou seus objetivos ao demonstrar que o povo brasileiro não testemunhará passiva e silenciosamente essa situação crítica de guerra provocadas pelos EUA ao redor do mundo.

PELA PAZ!

CONTRA O IMPERIALISMO NORTE-AMERICANO!

TIREM AS MÃOS DA COREIA!

VIVA A LUTA DO POVO SÍRIO E DO POVO COREANO!

VIDA LONGA AO MARECHAL KIM JONG UN E AO PRESIDENTE BASHAR AL ASSAD!

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Importante declaração de Kim Jong Un

Kim Jong Un, Presidente do Partido do Trabalho da Coreia e do Comitê de Estado da República Popular Democrática da Coreia e Comandante Supremo do Exército Popular da Coreia, publicou uma declaração relativa ao discurso do presidente dos Estados Unidos da América, pronunciado na Assembleia Geral da ONU.

DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE DO COMITÊ DE ESTADO DA RPDC

Pyongyang, 22 de setembro de 2017 – O Máximo Dirigente Kim Jong Un, Presidente do Comitê de Estado da República Popular Democrática da Coreia publicou no dia 21 de setembro uma declaração.

A seguir, o texto na íntegra:

Atualmente, a situação da Península Coreana se agrava mais do que nunca e se aproxima cada dia mais do ponto de explosão. Em tais circunstâncias delicadas, chama a atenção mundial o discurso do mandatário norte-americano que se pronunciou pela primeira vez na ONU.

Supus em até certo ponto o que ele ia dizer. Porém, pensei que esse sujeito, o presidente norte-americano, faria declarações pelo menos mais preparadas, diferentemente dos disparates que pronuncia de maneira improvisada em seu escritório, pois a ONU é o cenário diplomático oficial mais importante do mundo.

No entanto, longe de dizer palavras convincentes a favor do relaxamento da situação, ele falou em “destruição total” do nosso Estado, uma tolice grosseira que nenhum dos presidentes estadunidenses anteriores havia pronunciado.

O cão covarde ladra ainda mais.

Aconselho Trump que, ao pronunciar palavras diante do mundo, saiba escolher termos mais adequados, tendo em conta a quem está se dirigindo.

Indo além do quadro de ameaça de mudar o nosso Poder ou derrubar nosso regime, ele expôs abertamente na ONU sua vontade anti-ética de destruir completamente um Estado soberano. Essa conduta é tão psicopata que as pessoas de mentes normais ficaram perplexas e perderam a paciência e prudência.
Isso me faz lembrar as palavras de zombaria como “ignorante nos assuntos políticos” e “herege político” que se diziam para referir-se à Trump durante a campanha eleitoral dos EUA.

Trump, tendo chegado à presidência, atormenta mais do que nunca o mundo inteiro ameaçando e chantageando todos os países. Não merece, indiscutivelmente, ser a autoridade máxima das forças armas de uma potência. Não há dúvidas de que ele carece de capacidade como político e é um patife gângster que sente paixão pela guerra.

O discurso do governante estadunidense expressou sua vontade e a opção do seu país e não me surpreendeu nem me deteve, mas confirmou que o caminho que escolhi é justo e devo continuar até o fim.

Como Trump fez oficialmente a declaração de guerra para eliminar a RPDC, a mais violenta sem precedentes na história, negando e me insultando pessoalmente e ao nosso Estado, não tenho outra alternativa senão pensar na necessidade de implementar nossa contra medida de super intransigência e rigidez, a maior nunca vista na história.

A melhor opção é ensinar com ações este velho que não escuta os outros e diz o que deseja.

Pela dignidade e honra do nosso Estado, do nosso povo e por mim mesmo, eu, como representante da RPDC, farei as autoridades estadunidenses pagarem pela sua ameaça de extinção da República Popular Democrática da Coreia.

Eu não pronuncio retóricas como prefere Trump.

Estou analisando com cuidado até onde chegaria nossa reação a qual Trump deveria ter imaginado antes de dizer esses disparates.

Seja qual for o que ele pensou, o resultado sobrepassará sua imaginação.

Declaro reiteradamente que domarei com fogo o maníaco estadunidense.

Com informações de KCNA.

North Korea's leader Kim Jong Un watches a military drill marking the 85th anniversary of the establishment of the Korean People's Army

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