370 mil novas moradias e desenvolvimento local: as metas de Kim Jong Un para o próximo quinquênio

Na última segunda, 23 de março, durante o 1º período de sessões da XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema (APS), Kim Jong Un, reeleito Presidente da Comissão de Assuntos Estatais, proferiu um histórico discurso de orientação política no qual fez um balanço dos sete anos da legislatura anterior, traçou as diretrizes para o novo ciclo e apresentou importantes direções para o desenvolvimento do Estado nos próximos anos.

Balanço dos sete anos da XIV Legislatura

O líder iniciou sua fala destacando que os anos da XIV Legislatura da APS — de 2019 a 2026 — foram um período que exigiu escolhas importantes e nova coragem para a construção socialista e para o governo da República. Durante esse tempo, a estratégia de construção estatal baseada na linha revolucionária da independência se tornou ainda mais imutável.

Enumerou os avanços alcançados no período, destacando que, no curso da luta para vencer desafios e avançar com as próprias forças, o entusiasmo patriótico de todo o povo aumentou rapidamente e, em proporção direta, a força interna da revolução se fortaleceu incomparavelmente.

“Em uma palavra: espiritual, prática e materialmente obtivemos muitas coisas muito preciosas”

A consolidação da força nuclear como garantia de segurança

Um dos pontos centrais do discurso foi a reafirmação da política nuclear como pilar inegociável da soberania nacional. Kim Jong Un recordou que, durante a XIV Legislatura, a República legalizou a política nuclear e a fixou na Constituição do Estado, acelerando o fortalecimento da força nuclear para acumular a força absoluta capaz de dissuadir a guerra e garantir o equilíbrio de forças na região.

“A realidade mundial de hoje, em que a dignidade e os direitos dos Estados soberanos são pisoteados impotentemente pela força unilateral e pela tirania, ensina claramente o que é verdadeiramente a garantia da existência estatal e a garantia da paz.”

O líder recordou, ainda, que a construção do poderio nuclear não se trata de “gastar todo o dinheiro do país com as forças armadas enquanto o resto passa necessidades”, como alguns dizem, mas é algo que garante e impulsiona firmemente o desenvolvimento de todos os setores do país, incluindo economia e cultura, e a melhoria da vida do povo.

O novo Plano Quinquenal e as metas de desenvolvimento

Kim Jong Un detalhou as metas econômicas para o novo quinquênio, destacando que o governo deve concentrar investimento estatal na renovação técnica do conjunto da economia nacional, especialmente nos setores de base.

“O desenvolvimento equilibrado de todos os setores, domínios e regiões não pode ser pensado à margem da renovação técnica integral do setor econômico”

Entre os objetivos estabelecidos estão:

  • Aumentar a produção industrial em 1,5 vez;
  • Alcançar a meta de produção de grãos para resolver o problema alimentar;
  • Modernizar o setor pesqueiro com novos barcos e ampliação da aquicultura;
  • Expandir a produção de bens de consumo com a renovação das fábricas de indústria leve;
  • Construir moradias para 370.000 núcleos familiares durante o quinquênio, com atenção especial à transformação de todas as vilas mineiras em cidades modernas e cultas (como anunciado aqui);
  • Avançar na política de desenvolvimento local, erguendo a cada ano obras em 20 cidades e condados, de modo que, em cinco anos, 70% do território nacional esteja coberto por novas criações do desenvolvimento e da civilização.

Estes objetivos não são senão a continuação melhor e em maior escala daquilo que já veio sendo executado nos últimos anos, dando frutos para melhorar a vida da população e fortalecer a economia nacional. Sobre a construção massiva de moradias, veja nosso post a seguir:

O fortalecimento do sistema jurídico e o anúncio do sistema policial

Um dos anúncios mais significativos do discurso foi a intenção de introduzir um sistema policial no país. Kim Jong Un explicou que a medida visa completar o arcabouço legal para garantir a segurança interna e a estabilidade social, além de fortalecer os regimes legal e estatal por meio do estabelecimento de um sistema orgânico eficaz e de funções bem definidas.

Segundo ele, a criação de um sistema policial é uma exigência natural da administração estatal e, por si só, a palavra “polícia” não carrega qualquer conotação negativa. A mudança traria vantagens como a clara distinção das atribuições entre os órgãos judiciais, a melhoria da cooperação entre eles e a possibilidade de colaboração com forças policiais de outros países.

O líder revelou que, há vários anos, os setores correspondentes vêm conduzindo pesquisas aprofundadas e preparativos nessa direção. Quando o sistema for formalmente apresentado, orientou, devem ser feitos os preparativos necessários para reorganizar imediatamente as Forças de Segurança Pública como força policial, acompanhados de um trabalho de esclarecimento para que a população compreenda corretamente a medida.

A posição internacional e a relação com a Coreia do Sul

Sobre o cenário internacional, Kim Jong Un avaliou que a única certeza que se pode ter diante da complexidade e imprevisibilidade atuais é justamente a imprevisibilidade, com uma única exceção: a natureza agressiva do imperialismo, que, segundo ele, permanece absolutamente inalterada.

Em relação à Coreia do Sul, o líder foi enfático ao reafirmar a linha já estabelecida nos últimos anos: o lado sul deixou de ser tratado como “compatriota” e passou a ser encarado como uma entidade absolutamente hostil, alinhada aos interesses militares dos Estados Unidos na região. Kim Jong Un declarou que não haverá tolerância com qualquer tentativa de violar os direitos soberanos, a segurança ou o direito ao desenvolvimento do Estado coreano. O país será oficialmente tratado como o Estado mais hostil, com todas as palavras e ações deixando isso claro, e qualquer ato de provocação contra a República será respondido sem hesitação, consideração ou misericórdia, fazendo com que os responsáveis paguem o preço por seus atos.

Recordou, entretanto, que a RPDC não é, de forma alguma, oposta à paz. Desejam-na, mas não irão implorar ou esperar que a concedam de boa vontade. Em vez disso, tomarão o único meio capaz de assegurá-la: a força.

“Embora possa haver várias alternativas possíveis para garantir a segurança do Estado e a paz e estabilidade da região, a opção mais certa, permanente e confiável é tomar os mais poderosos meios de força que ninguém pode ousar desafiar, e precisamente este é trabalho a que estamos nos dedicando agora.”

Kim Jong Un ressaltou, ainda, que as forças independentes e progressistas ao redor do mundo têm se fortalecido como contraponto às investidas hegemônicas, e que esse movimento tende a se intensificar diante da crescente agressividade imperialista. Nesse contexto, a diplomacia da República seguirá firme no propósito de ampliar relações com países que compartilham os princípios de soberania, respeito mútuo e justiça internacional, contribuindo ativamente para a construção de uma ordem mundial multipolar, equitativa e livre de dominação.

A unidade do povo como força motriz

Kim Jong Un concluiu o discurso destacando que o futuro do Estado — que conecta sua longa e grande história ao melhor porvir — está nas mãos de todos, e que o sucesso dependerá inteiramente do esforço e da luta coletiva.

Conclamou, então, que todos se dediquem com vigor e perseverança aos próximos cinco anos, para que este período se torne um trecho de transformações excelentes e gratificantes no caminho de avanço rumo ao ideal socialista, em prol de um Estado que se desenvolverá ainda mais de forma incomparável.

O discurso completo pode ser encontrado em nossa biblioteca virtual aqui.


Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)


Referências

Kim Jong Un reeleito Presidente da Comissão de Assuntos Estatais na 1ª sessão da XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema

No último domingo, 22 de março, foi iniciado em Pyongyang o 1º período de sessões da XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema (APS), o parlamento da República Popular Democrática da Coreia. O evento, que reuniu os deputados recém-eleitos no pleito do dia 15, teve como pontos centrais a reeleição de Kim Jong Un como Presidente da Comissão de Assuntos e a composição dos órgãos de direção nacional para o novo ciclo.

O que é a Assembleia Popular Suprema

Para quem não está familiarizado com o sistema político coreano, vale uma breve contextualização. A Assembleia Popular Suprema é o órgão máximo do poder estatal na RPDC, funcionando como um parlamento unicameral. Seus deputados são eleitos a cada cinco anos em eleições com voto secreto e universal para cidadãos a partir de 17 anos. Entre as atribuições da APS estão a eleição do Presidente da Comissão de Assuntos Estatais (o chefe de Estado), a nomeação do primeiro-ministro e dos membros do Conselho de Ministros, a aprovação do orçamento nacional e a deliberação sobre leis e emendas constitucionais.

A XIV Legislatura, encerrada neste ano, atuou por sete anos — período marcado, segundo o balanço oficial, pela promulgação de centenas de leis, incluindo a Lei sobre a Política de Forças Nucleares, e pela consolidação institucional das diretrizes estabelecidas pelo Partido.

Discurso de abertura e composição da nova legislatura

A sessão foi aberta pelo deputado Ko Kil Son, secretário do Presidium da APS, com a interpretação do hino nacional. Em seu discurso de abertura, Ko Kil Son fez um balanço dos sete anos da legislatura anterior, classificando-os como “uma década cheia de glórias em que se abriu uma nova era dourada em todas as esferas” da vida estatal. Ressaltou que, graças à perspicácia e à capacidade política de Kim Jong Un, “foram apresentadas as orientações políticas que têm significado estratégico na existência, fortalecimento e desenvolvimento do país” e que se abriu “o caminho para a construção do Estado socialista mais poderoso, avançado e popular”.

O secretário do Presidium apresentou, então, a composição da nova legislatura, informação de grande importância para compreender a base social do parlamento coreano. Dos 687 deputados eleitos para a XV Legislatura, a distribuição por ramos de atividade é a seguinte:

  • Indústria: 201 deputados;
  • Agricultura: 100 deputados;
  • Administração territorial, silvicultura, urbanismo e serviço: 15 deputados;
  • Ciências, indústria informática, educação, saúde pública, literatura e arte, imprensa e informação, esporte e história revolucionária: 70 deputados;
  • Órgãos do poder: 170 deputados;
  • Entidades sociais: 10 deputados;
  • Partidos amigos e entidades religiosas: 6 deputados;
  • Órgãos partidários: 53 deputados;
  • Instituições das forças armadas: 62 deputados.

Do total, 108 deputadas compõem a legislatura, refletindo a participação feminina no parlamento. Estiveram ausentes da sessão 5 deputados que trabalham na Chongryon (Associação Geral de Coreanos no Japão) e 6 por motivos de saúde; os demais 676 deputados participaram presencialmente.

Compareceram, ainda, na qualidade de observadores 1.252 funcionários de órgãos centrais e locais, incluindo quadros do Comitê Central do Partido, do Presidium da APS, do Conselho de Ministros e das instituições das forças armadas, além de secretários responsáveis dos comitês partidários provinciais e presidentes dos comitês populares das cidades e condados.

Balanço da legislatura anterior

Fez uso da palavra Choe Ryong Hae, que havia presidido o Presidium da XIV Legislatura. Em seu discurso, ele fez um balanço dos sete anos de atividades do parlamento anterior, destacando as centenas de leis promulgadas, emendadas ou complementadas ao longo do período — entre elas, leis que consolidaram a posição do país como possuidor de armas nucleares e outras que, segundo ele, “puseram de pleno manifesto a superioridade do regime socialista ao estilo coreano”.

Choe ressaltou que sua experiência à frente do Presidium lhe permitiu perceber “a verdade absoluta de que a prosperidade eterna e a invencibilidade de nossa pátria residem em apoiar fielmente a ideia e a orientação do camarada Kim Jong Un“. Expressou seu sentimento de não ter podido responder com maiores resultados à confiança depositada, e pediu aos novos deputados que glorifiquem a XV Legislatura como um período de alinhamento com o IX Período do Comitê Central do Partido.

A sessão agradeceu a Choe Ryong Hae por seus méritos na execução das políticas do Partido e do Estado, registrando sua saída após estimular os novos deputados.

Eleição da Presidência da APS

Antes do debate dos pontos da agenda, a sessão procedeu à eleição da nova presidência da Assembleia. O deputado Jo Yong Won foi eleito presidente da APS, com Kim Hyong Sik e Ri Son Gwon como vice-presidentes. Em seu juramento, Jo se comprometeu a apoiar com fidelidade a direção de Kim Jong Un, ser fiel à Constituição e se empenhar pela materialização da política de dar primazia às massas populares.

Pontos da agenda

Foram apresentados como pontos da agenda do 1º período de sessões:

  1. Eleição do Presidente da Comissão de Assuntos Estatais da RPDC;
  2. Eleição dos órgãos de direção estatal;
  3. Eleição das comissões da APS (Legislação, Orçamento e Relações Exteriores);
  4. Emendação e complementação da Constituição Socialista;
  5. Implementação do Plano Quinquenal para o Desenvolvimento da Economia Nacional apresentado pelo IX Congresso do Partido;
  6. Balanço da execução dos orçamentos estatais de 2025 e orçamentos para 2026.

A reeleição de Kim Jong Un como Chefe de Estado

O primeiro e mais importante ponto da agenda foi a eleição do Presidente da Comissão de Assuntos Estatais — o cargo máximo do Estado coreano.

O deputado Ri Il Hwan subiu à tribuna para apresentar a proposta. Em seu discurso, afirmou que “o resultado da eleição do Chefe de Estado decidirá o sucesso ou o fracasso da construção socialista em nova etapa, o porvir de nosso Estado e povo e o curso de seu desenvolvimento”.

Ri Il Hwan fez uma extensa exposição sobre o significado do cargo e a trajetória de Kim Jong Un à frente do país. Segundo ele, “a força da Coreia não reside em um superpotente armamento nem na única constituição, mas na convicção de autoestima e na coragem política do camarada Kim Jong Un, incomparáveis a nada e ninguém no mundo”. Ressaltou que o povo coreano, unido em torno de seu líder, obteve méritos impossíveis de alcançar mesmo em setenta anos, e que hoje experimenta “a implementação magnífica dos propósitos e desejos que queria alcançar já desde o dia da fundação da República”.

O orador recordou as proezas atribuídas a Kim Jong Un no período recente: a abertura da “era do desenvolvimento integral”, a condução da primeira etapa da nova revolução, a transformação do passado e presente do país. Concluiu propondo “atribuir de novo o cargo importante de Presidente dos Assuntos Estatais da RPDC ao camarada Kim Jong Un, recolhendo a unânime vontade de todo o povo”.

A proposta foi recebida com aclamações de “Viva!” e aplausos de todos os deputados, sendo aprovada por unanimidade. A APS declarou solenemente a eleição de Kim Jong Un como Presidente da Comissão de Assuntos Estatais da RPDC.

Eleição dos órgãos de direção estatal

Como segundo ponto da agenda, a sessão elegeu a composição dos órgãos de direção do Estado.

O próprio Kim Jong Un propôs o projeto de composição da Comissão de Assuntos Estatais. A sessão elegeu os nomes recomendados por ele para os cargos de primeiro vice-presidente, vice-presidentes e membros da comissão.

Foram eleitos:

  • Presidente: Kim Jong Un
  • Primeiro vice-presidente: Jo Yong Won
  • Vice-presidente: Pak Thae Song
  • Membros: Kim Jae Ryong, Ri Hi Yong, Jong Kyong Thaek, Kim Song Nam, Ju Chang Il, Choe Son Hui, No Kwang Chol, Kim Tok Hun, Ri Chang Dae, Pang Tu Sop, Kim Chol Won.

Na sequência, foi eleito o Presidium da APS, com Jo Yong Won como presidente, Kim Hyong Sik e Ri Son Gwon como vice-presidentes, e Ko Kil Son como secretário.

A sessão também elegeu o primeiro-ministro do Conselho de Ministros. Pak Thae Song foi designado para o cargo e, em seguida, apresentou a lista dos membros do gabinete, que foi aprovada por unanimidade. Foram nomeados 39 ministros e dirigentes de órgãos centrais, abrangendo desde Relações Exteriores até Indústria Carbonífera, Indústria de Energia Atômica, Finanças, Educação, Saúde Pública e Cultura.

Também foram nomeados o presidente da Procuradoria Suprema (Kim Chol Won) e eleito o presidente do Tribunal Supremo (Choe Kun Yong).

Eleição das comissões da Assembleia

Como terceiro ponto, foram eleitas as três comissões permanentes da Assembleia:

  • Comissão de Legislação: presidida por Ri Hi Yong;
  • Comissão do Orçamento: presidida por An Kum Chol;
  • Comissão de Relações Exteriores: presidida por Kim Song Nam.

Juramento do primeiro-ministro

Em representação dos membros do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro Pak Thae Song fez um juramento perante a APS. Comprometeu-se a ser fiel à Constituição e a responder com notáveis resultados de trabalho à confiança do Partido e do povo.

Destacou que o Conselho de Ministros tomará como tarefa principal da construção econômica “preparar o fundamento para desenvolver de maneira estável e sustentada a economia nacional, segundo a meta geral do IX Período do Comitê Central do Partido, e melhorar substancialmente a vida populacional”.

Jurou solenemente cumprir suas responsabilidades “no momento muito importante e chave em que se abre a nova era de auge da revolução do Juche”.

Os próximos passos

A sessão prossegue agora com a discussão dos demais pontos da agenda — entre eles, a emendação da Constituição Socialista, a implementação do Plano Quinquenal e a aprovação dos orçamentos para 2026. As decisões finais devem ser anunciadas nos próximos dias.

Com a eleição dos órgãos de direção estatal e a recondução de Kim Jong Un como Chefe de Estado, a Coreia conclui o ciclo de formação de suas instituições para o novo período, alinhando o parlamento e o governo às diretrizes estabelecidas pelo IX Congresso do Partido.


Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)


Referências

Coreanos vão às urnas para eleger a XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema

No último dia 15 de março, a República Popular Democrática da Coreia realizou as eleições para a XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema (APS), o parlamento do país. Em todas as províncias, cidadãos compareceram às urnas para exercer o direito de voto e escolher seus representantes para o órgão máximo do poder estatal.

Como funcionam as eleições na Coreia

Para quem não está familiarizado com o sistema político coreano, vale uma breve contextualização. As eleições parlamentares ocorrem a cada cinco anos (e as locais, a cada quatro anos), com voto secreto e universal para cidadãos a partir de 17 anos. Três partidos compõem o espectro político — o Partido do Trabalho da Coreia (força dirigente), o Partido Social Democrata Coreano e Partido Chondoísta Chongu —, além de candidatos independentes.
Um ponto importante é que Kim Jong Un não concorre nesta eleição; os deputados eleitos são representantes locais, como gerentes de fábricas, médicos, professores e camponeses, que continuam em seus postos de trabalho após eleitos.

Para uma explicação mais detalhada sobre o funcionamento do sistema eleitoral, requisitos para candidatura, o papel dos partidos e o histórico das eleições na RPDC, confira nosso texto explicativo completo aqui.

O voto do líder

O estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia e Presidente da Comissão de Assuntos Estatais da RPDC, participou da votação na Mina Carbonífera Juventude de Chonsong, localizada no Complexo Carbonífero Juventude da Região de Sunchon, uma das principais jazidas do país, votando pela circunscrição eleitoral nº 48 do colégio nº 150.

Após receber a cédula do presidente do comitê eleitoral, o Secretário-Geral votou a favor de Jo Chol Ho, gerente da mina e candidato a deputado. Em conversa com o candidato, incentivou-o a manter-se fiel à responsabilidade como representante do povo, tendo sempre presente a confiança depositada pelos trabalhadores da mina e pelos habitantes da região.

O significado do voto na mina

Em seu discurso aos eleitores presentes, Kim Jong Un explicou por que escolhera justamente aquele local para votar: sempre respeitou profundamente os mineiros e quis compartilhar com eles aquele momento significativo. Recordou que a classe operária coreana é a força mais poderosa de criação e transformação na sociedade, e que os trabalhadores do setor carbonífero ocupam um lugar especial nesse conjunto por estarem na vanguarda da construção estatal.

O líder fez questão de mencionar as famílias que dedicam gerações ao trabalho nas minas — aquelas que percorrem “geração após geração os caminhos de galerias subterrâneas de milhares de metros que outros temem”. Para ele, esse tipo de dedicação só é possível por um amor genuíno ao país, o que torna os mineiros “os mais preciosos e confiáveis” cidadãos.

Agradeceu não apenas aos trabalhadores, mas também às esposas e mães dos mineiros, que acompanham e apoiam seus familiares na tarefa de produzir carvão para o país.

Carvão e desenvolvimento nacional

Kim Jong Un aproveitou a ocasião para reiterar a importância estratégica do carvão para a economia coreana — “o alimento de nossa indústria” e a base energética do desenvolvimento autossustentado. Explicou que, quanto mais o país avança, mais aumenta a demanda por carvão, já que as indústrias centrais o utilizam como combustível e matéria-prima.

Lembrou que o recente IX Congresso do Partido estabeleceu como meta para o novo quinquênio aumentar a produção do setor carbonífero em 1,2 vez em relação aos níveis atuais. Manifestou confiança de que a Mina de Chonsong, que sempre manteve forte produção abastecendo a capital, continuará na vanguarda desse esforço.

Transformação das zonas mineiras

Um dos anúncios mais significativos do dia foi a decisão do Partido de priorizar a melhoria das condições de vida dos mineiros. Kim Jong Un revelou que o Comitê Central já havia discutido no Congresso a necessidade de construir moradias dignas, transformar as vilas mineiras e modernizar tecnicamente o setor.

Segundo ele, este trabalho não pode mais ser adiado: é preciso eliminar o atraso das áreas de mineração, que já não condiz com o prestígio do país nem com as exigências da nova época. Anunciou que, nos próximos anos, todas as vilas de carvoeiros serão convertidas em cidades modernas e culturais, seguindo o exemplo da zona de Komdok, transformada recentemente em um “lugar ideal”. Uma estratégia de curto, médio e longo prazo será elaborada em breve.

Ao visitar as instalações da mina e verificar as condições de produção, o líder reforçou a necessidade de aumentar o investimento estatal no setor. Comparou a extração de carvão ao cultivo agrícola: assim como a agricultura é necessária para a vida das pessoas, o carvão é indispensável para o Estado. Defendeu que as minas sejam padronizadas, com processos mecanizados e informatizados, para melhorar as condições de trabalho e a base material de todo o setor.

Em tom pessoal, confidenciou que, ao longo dos anos, sempre que pensava nos momentos difíceis da luta revolucionária, vinham-lhe à mente primeiro os esforços anônimos dos carvoeiros, e que sempre sentiu gratidão por eles. Por isso, afirmou que “não se deve economizar nada” quando se trata de melhorar suas vidas.

Antes de partir, posou para fotografias com os mineiros, beneméritos laborais e funcionários da mina, expressando sua esperança de que os trabalhadores da Mina de Chonsong coroem com aumento produtivo o primeiro ano de implementação das resoluções do Congresso.

Eleições em todo o país

Em todas as localidades da Coreia, as eleições transcorreram com ampla participação. Veteranos de guerra, operários de complexos metalúrgicos e minas carboníferas, trabalhadores agrícolas etc. votaram com entusiasmo, aproveitando a ocasião para reafirmar seu compromisso com o desenvolvimento rural.

Citada pela Agência Central de Notícias da Coreia (ACNC), Jon Yong Suk, secretária-geral da circunscrição eleitoral nº 37 do colégio nº 567, avaliou que as eleições demonstraram mais uma vez a superioridade e o caráter democrático do regime eleitoral coreano.

Alguns dos eleitos, como Ryang Il, chefe da Direção de Comunicações da província de Hwanghae do Norte, e Kim Ju Song, chefe do forno do Complexo Siderúrgico Kim Chaek, declararam que trabalharão com ainda mais empenho pela prosperidade da pátria, honrando a confiança depositada pelas massas.

Os compatriotas do exterior também retornaram à pátria para participar do pleito. Na circunscrição nº 17 do colégio nº 22, membros da Associação Geral de Coreanos na China e da Associação de Trabalhadores Econômicos Coreanos Residentes na China compareceram às urnas com orgulho e dignidade.

Ri Sun Nam, primeira vice-presidenta da Associação Geral de Coreanos na China, disse que só na pátria é possível ver a população tão jubilosa com a consolidação do poder revolucionário. Ryang Kum Hae, da Associação de Trabalhadores Econômicos, afirmou que a RPDC, que sempre coloca as massas populares em primeiro lugar, continuará sendo um Estado socialista invicto. Ko Yong Sok, vice-presidente da mesma associação, prometeu que os coreanos na China apoiarão com lealdade a orientação do Marechal e intensificarão os movimentos patrióticos pela prosperidade da pátria.

Com a conclusão das eleições, a Coreia inicia agora o processo de organização da nova legislatura, que deverá se reunir nos próximos meses para dar início aos trabalhos parlamentares do novo ciclo.


Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)


Referências

IX Congresso do Partido termina com aprovação do novo Plano Quinquenal e grande desfile militar

O IX Congresso do Partido do Trabalho da Coreia chegou ao fim na última quarta-feira, 25 de fevereiro, em Pyongyang, após seis dias de deliberações que resultaram na aprovação do novo Plano Quinquenal, na reeleição de Kim Jong Un como Secretário-Geral e na definição das diretrizes políticas e econômicas para o próximo período. O encerramento foi marcado por um discurso do líder e por um grande desfile militar na Praça Kim Il Sung.

A 1ª reunião do Bureau Político e a finalização do plano

Antes da sessão de encerramento do Congresso, foi realizada, no dia 25, a primeira reunião do Bureau Político do IX Período do Comitê Central, presidida por Kim Jong Un.

A reunião teve como tarefa principal consolidar as contribuições dos delegados nas reuniões setoriais dos dias anteriores e finalizar o anteprojeto da resolução do Congresso. Os membros do Bureau Político que dirigiram as reuniões de consulta informaram a Kim Jong Un os pontos que demandavam emendas ou complementos. Após ouvir as opiniões, o Secretário-Geral deu indicações importantes, e o Bureau Político determinou o projeto final da resolução, decidindo apresentá-lo ao plenário do Congresso.

Foram revisados e aprovados também os projetos do Plano Quinquenal para 20 setores principais da economia nacional, bem como a resolução sobre o plano de trabalho para 2026 — primeiro ano de implementação das decisões do Congresso. Além disso, o Bureau Político analisou os anteprojetos da nova coleção de palavras de ordem e da coletânea explicativa dos Estatutos do Partido, decidindo divulgá-los em todo o Partido após os ajustes finais.

Sexto dia de Congresso e o discurso de encerramento proferido por Kim Jong Un

De volta ao plenário do Congresso, Kim Jong Un proferiu seu discurso de encerramento, no qual fez um balanço do significado do evento e traçou as tarefas para o próximo quinquênio.

“O IX Congresso do Partido do Trabalho da Coreia concluirá suas tarefas após debater e decidir com responsabilidade sobre todos os pontos da agenda que abordou” — iniciou.

“Definitivamente, analisamos que obtivemos os êxitos que desejávamos em todas as tarefas e no programa do congresso. Este foi o grande balanço de uma luta realmente árdua e representa o começo de uma nova trajetória.”

Kim Jong Un agradeceu aos delegados pelo trabalho e estendeu seu reconhecimento a todos os militantes, à população e às Forças Armadas, que “com sua típica disposição de sustentar o Partido com invariável lealdade e firmeza, asseguraram o êxito do congresso”.

Sobre os resultados do encontro, afirmou que “através do evento, analisamos e revisamos com acerto os êxitos e as experiências do período de que prestamos conta, com o qual comprovamos a justeza de nossa ideia e causa e o bom rumo que tomam nossas tarefas”. Destacou, ainda, que foram esclarecidas “tarefas e metas em todas as esferas como a política, a economia, a defesa e a cultura”, o que permitirá “acelerar com mais ânimo a luta pelo desenvolvimento integral do socialismo”.

O líder resumiu o espírito central do Congresso em uma frase: “consolidar os êxitos da luta em que abrimos a era do desenvolvimento integral e obter frutos maiores em uma etapa mais alta”. E conclamou todos a “hastear esta ideia e espírito como bandeira da luta e do avanço”.

Sobre o novo Plano Quinquenal, afirmou que seu cumprimento “cabe a todos os delegados aqui presentes e ao órgão de direção do Comitê Central do Partido recém-eleito”. Orientou que os delegados, por conhecerem melhor que ninguém o espírito do Congresso, “devem se pôr à frente da nova luta histórica” e “trabalhar com tenacidade na primeira linha por materializar a resolução”.

Aos membros do novo Comitê Central, dirigiu-se dizendo que “hoje são incomparavelmente grandes a demanda e a expectativa da pátria, da revolução, dos militantes e do povo”, e que todos devem “recordar em todo momento o juramento que fizeram ante o congresso”.

Concluiu com uma convocação:

“Levantemo-nos com a férrea vontade, convicção, segurança e confiança em prol da eterna prosperidade de nossa gloriosa pátria, a República Popular Democrática da Coreia, e o bem-estar de nosso povo.”

E declarou encerrado o IX Congresso do Partido do Trabalho da Coreia.

O grande desfile militar comemorativo

Ainda no dia 25, à noite, foi realizado na Praça Kim Il Sung um desfile militar em celebração do IX Congresso do Partido. O evento contou com 50 colunas de marcha, incluindo formações da cavalaria de honra, tropas de todas as especialidades, forças de operações especiais, paraquedistas e esquadrilhas de aviões.

A Praça estava ornamentada com iluminações decorativas, e o público incluía delegados do Congresso, beneméritos, inovadores laborais, quadros veteranos do Partido e das Forças Armadas, além de representantes de coreanos do Japão e da China.

Quando Kim Jong Un chegou à tribuna acompanhado do pessoal do comando do Exército Popular, foi saudado por estrondosas aclamações de “Viva!” e fogos de artifício

Ao som do hino nacional, foi realizada a cerimônia de içamento da bandeira nacional, com uma salva de 21 tiros em celebração do exitoso congresso.

Na sequência, Kim Jong Un proferiu um discurso ressaltando o significado do congresso, dessa reunião na Praça Kim Il Sung e o papel protagonista desempenhado pelo Exército Popular na defesa da pátria e na construção socialista.

“Faz cinco anos que, aqui, juramos e empreendemos uma nova busca. Alcançamos o que nos propusemos e hoje estamos de novo neste lugar para começar outra luta sagrada que devemos continuar”

Destacou o papel do Exército Popular na defesa da soberania e na execução das políticas do Partido: “Ao Exército Popular corresponde seguir desempenhando fidedignamente o papel protagonista de nossa grande era como forças armadas revolucionárias fiéis ao Partido, cerne da defesa nacional, desbravador de mudanças enormes e artífice da felicidade do povo”.

Em relação à postura de defesa, foi enfático: “Nosso exército responderá com o ataque de retaliação imediata e inclemente à hostilidade militar de qualquer força que atente contra a soberania, a segurança e os interesses nacionais”. E acrescentou que as forças armadas devem “possuir a disposição ideológica de quebrantar de antemão a vontade de guerra do inimigo e a preponderante capacidade técnico-militar que assegura a vitória em qualquer combate”.

Após o discurso, as colunas militares iniciaram a marcha. Desfilaram formações de guarda-costas, forças navais e aéreas, tropas de operações especiais, divisões de tanques e carros blindados, infantaria motorizada, franco-atiradores, tropas de montanha, paraquedistas, além de formações do Ministério da Segurança Pública e do Exército Vermelho Operário-Camponês.

Encerrando a marcha, passaram os cadetes das escolas revolucionárias, da Academia Militar Kim Il Sung, da Academia Militar Política Kim Jong Il e outras, formando as futuras gerações de oficiais.

Especial menção merecem as colunas das tropas de operação no exterior e a dos regimentos de engenheiros militares no exterior, que lutaram bravamente em Kursk contra o regime neonazista de Kiev.

Uma função artística tomou, então, a Praça, com apresentações que exaltavam as façanhas do Partido e a firme vontade do povo.

O desfile foi descrito pela imprensa oficial como “um festival político e militar que manifestou plenamente a invencibilidade da causa revolucionária do Juche”.

Com o encerramento do Congresso e a realização do desfile, a Coreia dá início oficialmente ao novo ciclo político de cinco anos, tendo como guia as resoluções aprovadas e o novo Plano Quinquenal para o desenvolvimento econômico e social do país.


Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)


Referências

5º dia do IX Congresso: novo Comitê Central é empossado e Kim Jong Un faz discurso de conclusão

O IX Congresso do Partido do Trabalho da Coreia chegou ao quinto dia na última segunda-feira, 23 de fevereiro, em Pyongyang, com a realização da primeira sessão plenária do novo Comitê Central recém-eleito e um discurso de conclusão do Secretário-Geral Kim Jong Un, que traçou as diretrizes políticas e ideológicas para o próximo quinquênio.

A primeira sessão plenária do IX Comitê Central

Antes da continuação dos trabalhos do Congresso, foi realizada, ainda no dia 23, a reunião ampliada da I Sessão Plenária do IX Período do Comitê Central do Partido, presidida por Kim Jong Un. Participaram os 138 membros efetivos e 111 suplentes eleitos no dia anterior, além de observadores — funcionários de departamentos do Comitê Central, ministérios, órgãos locais e comandantes do Exército Popular.

Na abertura da sessão, Kim Jong Un felicitou os novos integrantes do órgão de direção, eleitos “sob grande confiança e esperança do Partido e do povo”. Em seguida, a reunião procedeu à eleição dos novos cargos de direção do Partido:

  • Foi eleito o Presidium do Bureau Político e o Bureau Político do Comitê Central, encabeçados pelo Secretário-Geral;
  • Foram eleitos os secretários do Comitê Central e organizado o Secretariado;
  • Foram eleitas a Comissão Militar Central e a Comissão Revisora Central do Partido.

Na composição do Bureau Político, foram eleitos membros efetivos e suplentes — entre estes últimos, Kim Yo Jong, que também foi designada para o cargo de Chefe de Departamento do Comitê Central, dando continuidade às suas funções na estrutura partidária agora em uma posição superior à prévia.

A reunião também aprovou resoluções organizativas, incluindo a nomeação de chefes de departamentos do Comitê Central, secretários responsáveis dos comitês provinciais do Partido e a designação do pessoal de comando principal do Exército Popular.

Foram discutidos, ainda, o plano de trabalho para 2026 e as diretrizes para a elaboração do novo Plano Quinquenal, que deverá ser consolidado ao longo dos próximos dias com base nas contribuições dos delegados nas reuniões setoriais. Ficou decidido que o anteprojeto do plano será submetido à deliberação do Bureau Político após as consultas.

A relação completa com todos nomes dos novos membros foi divulgada pela Agência Central de Notícias da Coreia (ACNC).

O discurso de conclusão de Kim Jong Un

De volta ao Congresso, Kim Jong Un proferiu seu discurso de conclusão, no qual agradeceu pela confiança depositada pelos delegados ao reelegê-lo para o cargo máximo do Partido.

“Ainda que apenas tenha começado a colossal obra da realização dos ideais do povo e reste ainda muito por fazer para cumprir todas as promessas feitas a ele, voltaram a me confiar esta responsabilidade sagrada e importante. Assumo-a com sinceridade, como expressão de sua plena confiança e esperança de que eu me esforce com mais tenacidade.”

O líder fez um balanço do significado do Congresso até então, destacando que a análise dos últimos cinco anos — apresentada em seu relatório nos dias anteriores — foi “uma ocasião útil que nos faz orgulhar dos resultados que obtivemos com grande perseverança e nos expõe com clareza as experiências e lições”.

Sobre os próximos cinco anos, Kim Jong Un enfatizou que o novo Plano Quinquenal “constitui uma fase para a consolidação da estabilidade e para trazer o desenvolvimento qualitativo gradual de nossa economia”. Orientou os delegados a definirem os planos setoriais “combinando bem os dois aspectos: consolidar qualitativamente e continuar desenvolvendo os alicerces e as forças existentes”.

As “Três Revoluções”

Um dos pontos centrais do discurso foi a ênfase na continuidade das chamadas Três Revoluções — ideológica, técnica e cultural — como linha geral da construção socialista.

Sobre o tema, Kim Jong Un alertou:

“A revolução não significa somente a mudança material e a criação do bem material. Seu conteúdo fundamental é transformar a consciência ideológica das pessoas e prepará-las como entes poderosos com grande capacidade criadora.”

Citou exemplos de modernas bases produtivas e de serviços construídas pelo Estado que, em menos de um ano, voltaram a apresentar problemas de gestão por “excessiva negligência e irresponsabilidade” dos administradores. “Se não fazemos com eficiência as Três Revoluções, é muito evidente que, logo logo, os bens que tenhamos criado, por mais numerosos que sejam, tornar-se-ão inúteis” — afirmou.

As cinco exigências da nova época

O Secretário-Geral também retomou os cinco pontos que já havia apresentado no relatório de balanço como exigências da “época do desenvolvimento integral”:

  1. Alcançar a concordância de ações no conjunto da construção socialista e estabelecer uma rigorosa disciplina;
  2. Pôr fim a velhos esquemas, ao conservadorismo e ao empirismo, criando sem cessar o novo;
  3. Fazer as tarefas de modo científico, com previsão e rentabilidade;
  4. Renovar os métodos de direção sobre a produção e elevar a capacidade de comando dos funcionários;
  5. Materializar o princípio de dar prioridade à ideologia e às massas populares.

Segundo Kim Jong Un, esta é “uma demanda legítima da atualidade, que apresenta como um problema real melhorar e renovar todas as tarefas conforme o período de desenvolvimento integral”.

As cinco exigências da nova época

Ao final, reafirmou os três ideais que guiarão a luta do novo quinquênio: considerar o povo como o céu (Iminwichon), a unidade monolítica e o apoio nas próprias forças.

“Nosso ideal, meta e velocidade de avanço mudam constantemente, mas tais ideais típicos da revolução coreana são invariáveis e sua força inesgotável impulsionará com segurança nossa construção socialista rumo ao futuro luminoso.”

Concluiu conclamando os delegados a “avançar energicamente para antecipar o dia em que se realizem exitosamente o ideal e anseio de nosso povo, multiplicando o fervor, o espírito combativo e a confiança no futuro da causa socialista”.

As cinco exigências da nova época

O Secretário-Geral também retomou os cinco pontos que já havia apresentado no relatório de balanço como exigências da “época do desenvolvimento integral”:

  1. Alcançar a concordância de ações no conjunto da construção socialista e estabelecer uma rigorosa disciplina;
  2. Pôr fim a velhos esquemas, conservadorismo e empirismo, criando sem cessar o novo;
  3. Fazer as tarefas de modo científico, com previsão e rentabilidade;
  4. Renovar os métodos de direção sobre a produção e elevar a capacidade de comando dos funcionários;
  5. Materializar o princípio de dar prioridade à ideologia e às massas populares.

Segundo Kim Jong Un, esta é “uma demanda legítima da atualidade, que apresenta como um problema real melhorar e renovar todas as tarefas conforme o período de desenvolvimento integral”.

Após o discurso, o Congresso deu sequência à sua programação. No dia 24, foram realizadas reuniões de estudo e consulta divididas por setores — indústria, agricultura, indústria ligeira, cultura, construção, assuntos militares, indústria militar, assuntos legais, assuntos exteriores e tarefas partidárias.

Os membros do Presidium do Bureau Político e demais integrantes da nova direção partidária estão conduzindo esses debates, que têm como objetivo refinar os planos setoriais para os próximos cinco anos e consolidar as resoluções finais do Congresso. As contribuições dos delegados estão sendo concentradas em uma comissão de elaboração dos projetos de resolução.

O IX Congresso do Partido do Trabalho da Coreia prossegue em Pyongyang, com os delegados dedicados à tarefa de finalizar o novo plano quinquenal que orientará o país pelos anos seguintes a manter e expandir a tendência de rápido crescimento e desenvolvimento integral.


Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)


Referência

4º dia do IX Congresso reelege Kim Jong Un como Secretário-Geral do Partido

O IX Congresso do Partido do Trabalho da Coreia chegou ao seu quarto dia na última quinta-feira, 22 de fevereiro, em Pyongyang, com a conclusão de dois dos pontos mais importantes da agenda: a aprovação de emendas dos estatutos do Partido e a eleição do novo órgão de direção central, processo que culminou com a reeleição de Kim Jong Un ao cargo de Secretário-Geral.

A sessão continuou com os debates sobre o primeiro item da agenda — o balanço do trabalho do Comitê Central nos últimos cinco anos —, com intervenções de delegados de diversas áreas, incluindo representantes do Conselho de Ministros, departamentos do Comitê Central e organizações partidárias de base.

Os oradores manifestaram apoio integral ao relatório apresentado pelo Secretário-Geral nos dias anteriores, documento que fez uma análise detalhada do período passado, classificando-o como uma fase de transformações sem precedentes na história do país, com avanços em todas as áreas: política, economia, cultura, defesa e diplomacia, com ênfase no cumprimento das metas do Plano Quinquenal, na implementação de programas como a Política de 20×10 para o Desenvolvimento Local e o Programa de Revolução Rural da Nova Era, e no fortalecimento da capacidade defensiva do país, incluindo o desenvolvimento das forças armadas nucleares. Após a deliberação, o Congresso aprovou uma resolução sobre o balanço, encerrando oficialmente a discussão do primeiro item.

Em seguida, os trabalhos avançaram para o segundo ponto: a emenda dos estatutos do Partido.

Jo Yong Won, secretário de organização do Partido, apresentou o relatório sobre as mudanças propostas. De acordo com o texto aprovado por unanimidade, os novos estatutos incorporam como linha permanente de construção partidária os cinco pilares definidos pela “Linha de 5 Pontos para a Construção do Partido na Nova Época” — construção política, organizativa, ideológica, disciplinar e de estilo. As alterações também reforçam o sistema de direção única do Comitê Central e introduzem mecanismos para aprimorar o trabalho partidário e a aplicação da disciplina interna.

O terceiro item da agenda era a eleição do novo órgão de direção central do Partido para o IX Período. O processo seguiu um rito definido nos estatutos e no regulamento interno do Congresso.

Primeiro, a presidência do evento deu leitura aos artigos correspondentes do “Regulamento detalhado da eleição do órgão de direção central do PTC”, estabelecendo as regras que seriam seguidas. Em seguida, foi deliberado e decidido o modo de apresentar os candidatos.

Coube a Ri Hi Yong, por encargo da presidência, propor oficialmente os nomes dos candidatos a membros do Comitê Central. O primeiro nome apresentado foi o de Kim Jong Un. Quando seu nome foi anunciado, todos os delegados presentes responderam com aclamações e aplausos entusiásticos — uma manifestação que, no contexto, funciona como aquiescência à candidatura.

Todos os candidatos apresentados na lista foram então submetidos à apreciação dos delegados e eleitos por unanimidade como candidatos a membros do Comitê Central. Isso significa que, nessa etapa, a lista inteira foi aprovada, permitindo que a votação nominal prosseguisse.

Veio então o momento da eleição propriamente dita. O presidente da reunião tomou a palavra e, “em representação da unânime vontade e desejo de todos os militantes partidários e dos delegados”, propôs formalmente a eleição de Kim Jong Un como membro do Comitê Central. Novamente, todos os participantes manifestaram apoio com estrondosas aclamações de “Viva!” e aplausos.

Seguindo o mesmo procedimento, os demais 137 candidatos foram igualmente submetidos à aprovação dos delegados e eleitos como membros efetivos do Comitê Central, totalizando 138 nomes. Na sequência, foi realizada a eleição dos membros suplentes, com outros 111 candidatos apresentados e aprovados pelo mesmo método de aclamação unânime.

Prosseguiu-se, então, ao terceiro item da agenda: a eleição do novo órgão de direção central do Partido para o IX Período. O processo seguiu o rito definido nos estatutos e no regulamento interno do Congresso.

Primeiro, a presidência do evento deu leitura aos artigos correspondentes do “Regulamento detalhado da eleição do órgão de direção central do PTC”, estabelecendo as regras que seriam seguidas. Em seguida, foi deliberado e decidido o modo de apresentar os candidatos.

Coube a Ri Hi Yong, por encargo da presidência, propor oficialmente os nomes dos candidatos a membros do Comitê Central. O primeiro nome apresentado foi o de Kim Jong Un — ao que os presentes responderam com aclamações e aplausos entusiásticos.

Todos os candidatos apresentados na lista foram, então, submetidos à apreciação dos delegados e eleitos por unanimidade como candidatos a membros do Comitê Central. Isto significa que, nesta etapa, a lista inteira foi aprovada, permitindo que a votação nominal prosseguisse.

Veio, na sequência, o momento da eleição propriamente dita. O presidente da reunião tomou a palavra e, “em representação da unânime vontade e desejo de todos os militantes partidários e dos delegados”, propôs formalmente a eleição de Kim Jong Un como membro do Comitê Central. Novamente, todos os participantes manifestaram apoio com estrondosas aclamações de “Viva!” e aplausos.

Seguindo o mesmo procedimento, os demais 137 candidatos foram igualmente submetidos à aprovação dos delegados e eleitos como membros efetivos do Comitê Central, totalizando 138 nomes. Na sequência, foi realizada a eleição dos membros suplentes, com outros 111 candidatos apresentados e aprovados de forma unânime.

Concluída a composição do novo Comitê Central, o Congresso voltou-se para o que foi classificado como “o momento mais importante e responsável”: a eleição do Secretário-Geral do Partido.

Segundo o rito, cabia, agora, a um orador designado apresentar formalmente a proposta. Ri Il Hwan subiu à tribuna e fez um longo discurso de propositura, no qual detalhou as realizações atribuídas a Kim Jong Un nos últimos cinco anos: o cumprimento do Plano Quinquenal, a implementação da Política de 20×10 para o Desenvolvimento Local, o Programa de Revolução Rural da Nova Era, a construção de moradias, o fortalecimento das capacidades de defesa, entre outros, e argumentou que “somente quando a responsabilidade diretiva for encarregada ao sucessor mais fiel à causa Kimilsungista-Kimjongilista” o Partido poderia cumprir suas tarefas.

Ao final de seu discurso, Ri Il Hwan formalizou a proposta: “refletindo o unânime desejo de todos os militantes do Partido e todo o povo, proponho cortesmente ao Congresso voltar a atribuir o cargo importante de Secretário-Geral, cargo máximo do PTC, ao camarada Kim Jong Un”.

A proposta foi, então, submetida à votação formal do Congresso. Todos os delegados manifestaram seu apoio com estrondosas aclamações de “Viva!” e, em seguida, aprovaram por unanimidade a resolução “Sobre a eleição do Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia”, documento que oficializa a decisão e será incorporado aos registros do Partido.

O texto da resolução destaca que a decisão reflete “a vontade e desejo unânimes de todos os delegados, dos militantes de todo o Partido, dos habitantes do país e dos oficiais e soldados do Exército Popular da Coreia” e também enumera as contribuições atribuídas a Kim Jong Un no período e afirma que ele é “o único capaz de representar a potência e a invencibilidade de nosso Estado”.

Com a conclusão da eleição, o Congresso deu sequência aos trabalhos programados, que incluem, agora, o estudo e a discussão dos projetos setoriais a serem refletidos na resolução final do encontro, com base nas metas de luta apresentadas no relatório de balanço do Comitê Central.

O IX Congresso do Partido ds Trabalho da Coreia prossegue em Pyongyang, com os delegados dedicados às tarefas finais do evento que define os rumos políticos do país para os próximos anos.


Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)


Referência

Começa o IX Congresso do Partido do Trabalho da Coreia

Começou nessa quinta-feira, dia 19, em Pyongyang, o IX Congresso do Partido do Trabalho da Coreia. Trata-se do mais importante evento político do país: é nesses encontros, que ocorrem a cada cinco anos, que são definidas as diretrizes para a economia, a defesa, a política externa e o funcionamento do Estado como um todo. Reunindo cinco mil delegados e mais dois mil observadores, o Congresso é o momento em que a cúpula partidária presta contas do que foi feito e traça os rumos para o próximo ciclo.

A cerimônia de abertura foi realizada pelo Secretário-Geral do Partido, Kim Jong Un, que chegou à tribuna acompanhado da cúpula do Bureau Político. Sua presença foi saudada com vivas e aplausos pelos participantes — manifestação que, no contexto coreano, expressa o ambiente de unidade e respeito em torno da liderança.

Vale notar que, embora o Partido do Trabalho seja a força política dirigente, a Coreia não opera formalmente num sistema de partido único. Também marcaram presença na tribuna de honra representantes das outras duas legendas legais: Kim Ho Chol, presidente do Comitê Central do Partido Social-Democrata da Coreia, e Ri Myong Chol, presidente do Comitê Central do Partido Chondoísta Chong-u. Ambos atuam da forma colaborativa para promover o desenvolvimento do país, compondo seu espectro político.

Em seu discurso de abertura, Kim Jong Un adiantou um balanço dos últimos cinco anos, período que classificou como um dos mais difíceis já enfrentados pelo país. Ele mencionou as sanções internacionais, os desastres naturais e a crise sanitária global como fatores que impuseram obstáculos severos à economia e à segurança da nação. Apesar disso, segundo o líder, o país conseguiu não apenas resistir, mas avançar.

O Secretário-Geral afirmou que o VIII Congresso, realizado há cinco anos, foi um ponto de inflexão: o Partido reconheceu publicamente falhas em planejamentos anteriores e traçou metas mais realistas. A partir daí, com o que chamou de união entre Partido, povo e Exército, a Coreia teve êxito cumprir seu Plano Quinquenal, estabilizar setores industriais antes debilitados e dar início a projetos de infraestrutura e melhoria da qualidade de vida da população.

É nesse contexto que se inserem duas iniciativas centrais do Partido e do governo. A primeira é a chamada “Política de 20×10 para o Desenvolvimento Local”, um plano que prevê, ao longo de dez anos, a construção de modernas fábricas de indústria local em vinte cidades e condados por ano. O objetivo declarado é elevar o padrão de vida material e cultural das regiões fora da capital, garantindo que não haja desigualdade entre Pyongyang e o resto do país. De acordo com o balanço apresentado, já nos últimos dois anos, quarenta cidades e condados receberam as novas unidades industriais, e o programa foi, além do planejado inicialmente, ampliado para incluir também a construção de hospitais, centros de divulgação de ciência e tecnologia e vilas pesqueiras modernas em regiões costeiras, como na cidade de Sinpho e no condado de Rakwon.

A segunda iniciativa é o “Programa de Revolução Rural da Nova Era”, lançado em 2021 para transformar profundamente o campo coreano. O programa tem três pilares: a transformação ideológica dos trabalhadores agrícolas em “revolucionários rurais” segundo a Ideia Juche, o aumento vertiginoso da produtividade agrícola com base em ciência e tecnologia, e a modernização física das moradias e da infraestrutura rural. Kim Jong Un mencionou que, nos últimos anos, vilas inteiras foram reconstruídas, transformando áreas antes associadas à pobreza em comunidades modernas e prósperas — tema que abordamos em nosso último artigo. O programa prevê que, no futuro, as áreas rurais se tornem tão desenvolvidas quanto as cidades, eliminando gradualmente a diferença histórica entre campo e cidade.

O líder fez questão de creditar os resultados ao esforço coletivo. Agradeceu nominalmente a militantes, operários, cientistas e soldados — incluindo os batalhões de construção do Exército Popular que atuam nas diversas frentes da construção socialistas — classificando-os como peças fundamentais para a recuperação do país.

Sobre os próximos passos, Kim Jong Un disse que o novo Congresso servirá para corrigir o que ainda não funciona bem — mencionou, sem dar ainda detalhes específicos, problemas como burocracia, irresponsabilidade de alguns quadros e resistência a mudanças. Ele defendeu que os planos para os próximos anos sejam mais ambiciosos, porém bem fundamentados, e que o foco continuará sendo o desenvolvimento das regiões e a modernização do campo, projetos que chamou de “anseios históricos do povo coreano”.

Ao final do discurso, foi declarado oficialmente aberto o IX Congresso e os delegados ouviram o hino nacional da República Popular Democrática da Coreia

Na sequência, por encargo do Bureau Político do Comitê Central do PTC, Jo Yong Won, secretário de organização, conduziu a reunião à fase de votação da mesa diretora e da agenda de trabalhos.

Entre os principais pontos a serem discutidos estão a revisão das atividades do Partido nos últimos cinco anos, emenda do estatuto e a eleição da nova direção. O Congresso deve se estender por alguns dias, e os desdobramentos das decisões tomadas em Pyongyang deverão orientar a política coreana pelos próximos anos, com ênfase na continuidade da transformação da capital, da política de desenvolvimento local e do programa rural que marcaram o período anterior.


Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)


Referências:

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A Era de Grande Prosperidade da Construção e a Transformação num Paraíso Socialista

Você sabia que Pyongyang, a capital da revolução, ganhou mais de 50 MIL novas moradias nos últimos cinco anos? Este número, por si só admirável, é a ponta do iceberg de uma transformação colossal e sem precedentes que está remodelando a paisagem da República Popular Democrática da Coreia, marcando o que se convencionou chamar de Era de Grande Prosperidade da Construção da Nova Era.

Nesse dia 18 de fevereiro, o estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia e Presidente da Comissão de Assuntos Estatais da RPDC, participou da cerimônia de início da quinta etapa da construção na zona de Hwasong, da capital.

Este ato aconteceu dois dias após a conclusão da 4ª etapa, que encerrou com sucesso o plano quinquenal apresentado pelo histórico VIII Congresso do Partido, realizado em 2021. A meta estabelecida era construir moradias para 10.000 famílias por ano na capital, a fim de resolver fundamentalmente o problema habitacional dos cidadãos de Pyongyang.

Graças à enérgica direção do Partido e ao heroísmo dos construtores, a meta foi cumprida à risca, antecipada e agora superada, com o início de uma nova campanha de construção sem nenhum momento de estagnação. Trata-se de um projeto ansiado pelo Partido e pelo povo, que agora entra em uma fase nova e superior.

A Metamorfose da capital: Ruas ideais e presentes para o povo

O projeto de construção das 50.000 moradias é um feito que não encontra paralelo na história contemporânea, especialmente considerando as adversas condições externas e os desafios internos enfrentados pelo país: além das já habituais sanções econômicas e pressões externas, a pandemia de coronavírus e diversos tufões ao longo dos últimos anos. A construção foi um fluxo contínuo de criações monumentais, cada uma superior à anterior, demonstrando o desenvolvimento deslumbrante da arquitetura e da capacidade construtiva do país.

O Início na Zona de Songsin e Songhwa: O projeto começou com a transformação das zonas de Songsin e Songhwa, que se localiza no leste da capital. Em abril de 2022, a Avenida Songhwa foi inaugurada, apresentando ao mundo o primeiro grande complexo residencial moderno da nova era.

A Zona de Hwasong: O coração do projeto de 50.000 moradias foi a zona de Hwasong, um distrito que se tornou um símbolo da transformação da capital.

  • 1ª etapa (2023): A primeira leva de 10.000 moradias foi erguida, estabelecendo um novo padrão de vida urbana.
  • 2ª etapa (2024): Batizada de Avenida Rimhung, concluída adicionando mais 10.000 lares.
  • 3ª etapa (2025): Outras 10.000 famílias receberam suas novas casas. Esta etapa ocorreu simultaneamente com a execução da “Política de 20×10 para o Desenvolvimento Local”, que está erguendo fábricas industriais locais em 20 cidades e condados por ano, demonstrando a capacidade do Estado de conduzir múltiplas frentes de construção grandiosas.
  • 4ª etapa (Fevereiro de 2026): Esta etapa finalizou o plano quinquenal com antecedência, consolidando o distrito de Hwasong como uma “base de vida feliz e civilizada do povo”.
  • 5ª etapa (18 de Fevereiro de 2026): Dois dias após a inauguração da etapa anterior e a conclusão exitosa do plano quinquenal, o estimado camarada Kim Jong Un deu início a uma nova fase. Em seu discurso, ele declarou:

“Se ontem concluímos uma obra, hoje iniciamos outra nova. Mesmo nas vésperas do Congresso do Partido, em que estamos muito atarefados pelo balanço das tarefas realizadas nos últimos cinco anos, não podemos nos permitir um minuto de descanso e devemos partir a uma nova criação e mudança. Tal é nossa maneira de lutar, nossa aspiração e a demanda da revolução coreana.”

Com esta nova etapa, a construção da capital transita de uma fase que buscava cobrir a demanda de moradias para outra mais elevada, que busca uma transformação colossal da fisionomia de toda a capital, aperfeiçoando a região de Hwasong e usando-a como modelo para renovar as demais regiões que ainda ficam para trás.

Presentes adicionais na capital: Como se apenas construir moradias dignas em avenidas luxuosas para 10.000 famílias anualmente até o total de 50.000 não fosse suficiente, o Estado empreendeu, ainda, outras grandes construções para prover habitações excelentes para o povo.

  • Bairro Kyongru (Abril de 2022): Localizado no coração da cidade, este conjunto residencial de luxo também chamado de “distrito residencial de casas geminadas às margens do rio Pothong” foi um presente especial para 800 famílias de beneméritos, inovadores e cientistas. A decisão de construir moradias de alto padrão no local da antiga residência do grande Líder Kim Il Sung demonstra a filosofia de colocar o povo em primeiro lugar, apresentada pelo Secretário-Geral.
  • Avenida Jonwi (Maio de 2024): Construída integralmente por brigadas de choque juvenis, esta avenida, localizada na zona de Sopho, entrada norte da capital, entregou moradias para 4.100 famílias. Constitui um símbolo do entusiasmo revolucionário da juventude e amostra contundente do importante papel de vanguarda desempenhado por ela na construção do socialismo.
  • Avenida Saeppyol (15 de fevereiro de 2026): Inaugurada na véspera do aniversário do grande Dirigente Kim Jong Il, esta avenida, localizada no distrito de Taesong da capital, foi dedicada aos familiares dos heróis coreanos caídos em Kursk. Trata-se de um tributo solene às famílias daqueles que deram suas vidas para defender a dignidade da pátria e demonstrar o poder do Exército Popular no exterior, na justa luta contra o neonazismo.

A Revolução Rural: Transformar zonas rurais em paraísos

A transformação da capital reflete o ímpeto de desenvolvimento integral que se estende a todas as regiões do país. Em dezembro de 2021, a IV Sessão Plenária do VIII Período do Comitê Central do Partido proclamou o “Programa de Revolução Rural da Nova Era”, um plano estratégico de longo alcance para abrir um novo ponto de virada no desenvolvimento rural socialista ao estilo coreano.

Este programa abrange a transformação completa das áreas rurais em múltiplas dimensões: a modernização da produção agrícola com bases técnicas avançadas, o desenvolvimento da indústria local, a elevação do nível cultural e ideológico dos trabalhadores rurais e, como parte integrante deste grande plano, a construção de moradias modernas.

A visão do Partido é transformar todas as vilas do país em “vilas socialistas ideais, prósperas e cultas”, onde os trabalhadores agrícolas desfrutem de um excelente ambiente de vida sem nada a invejar no mundo, enquanto participam ativamente da gestão científica e civilizada de suas fazendas e comunidades. As moradias que surgem “como brotos de bambu após a chuva” em todos os rincões do país são a expressão visível desta revolução abrangente, que remove o atraso secular e ergue um novo padrão de civilização rural.

O Princípio Fundamental: Moradia é um direito, não uma mercadoria

Todas essas moradias de luxo, tanto na capital quanto no campo, são entregues de graça pelo Estado. Sem financiamento, sem aluguel, sem dívida. Este princípio está consagrado em lei.

O Artigo 69 da Lei Socialista do Trabalho estipula que “O Estado constrói casas modernas em áreas rurais às custas do Estado para que os trabalhadores rurais possam usá-las gratuitamente”. Da mesma forma, a Lei de Construção da RPDC determina que o Estado deve construir moradias urbanas e rurais modernas às suas expensas.

A distribuição é feita de forma justa pelos comitês populares, seguindo uma ordem que prioriza:

  • Famílias de combatentes e mártires revolucionários, heróis de guerra e veteranos.
  • Cientistas, técnicos, educadores e inovadores do trabalho.
  • Mineiros e trabalhadores de setores pesados.
  • Famílias desabrigadas por desastres naturais ou por medidas de planejamento urbano.

É estritamente proibido vender ou comprar moradias pertencentes ao Estado. Para o Partido do Trabalho da Coreia, a moradia é um direito básico garantido, uma expressão tangível do amor do Partido pelo povo. O Estado assume voluntariamente o fardo da construção, pois considera o povo “a raiz da vida e o céu”.

A Visão do Futuro: Uma nova fase de transformação

Ao iniciar a 5ª etapa da zona de Hwasong, o estimado camarada Kim Jong Un delineou o futuro:

“Com este começo da quinta etapa da construção da zona de Hwasong, nossa construção da capital entra em uma fase nova e superior. Isto é, transitamos de uma fase que perseguia fundamentalmente cobrir a demanda de moradias para outra mais elevada que busca uma transformação colossal da fisionomia de toda a capital.”

Ele afirmou que Pyongyang deve ser a cidade mais bela e grande do mundo, e que o país inteiro se transforma à vontade do Partido, realizando seus projetos a uma velocidade cada vez maior.

O IX Congresso do Partido, a ser realizado ainda este mês, dará início a um novo plano quinquenal com metas ainda mais ambiciosas. Como disse o Secretário-Geral: “Cabe a nós acelerar estas transformações e converter em um costume da Coreia socialista experimentar um novo milagre da construção ao final de cada ano”.

Continue ligado aqui no Instituto Paektu – Brasil para acompanhar tudo sobre esta terra de transformações, onde, sob a direção do grande Partido do Trabalho da Coreia, o futuro se desenha cada dia mais brilhante e promissor para o povo coreano.


Knupp
Instituto Paektu – Brasil


Referências

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Kim Jong Il, intrépido guardião do socialismo na virada do milênio

Conheça a importância do Dirigente Kim Jong Il através de fotos especiais

Ao recordar, por ocasião do 84º aniversário de seu natalício, a grande vida revolucionária deste grande homem, que nasceu no meio do fogo da luta armada anti-japonesa, há algo que se destaca com particular relevância: sua defesa irretocável do socialismo e do comunismo no momento mais agudo de sua história.

O camarada Kim Jong Il na infância junto de seus pais: o General Kim Il Sung e a heroína anti-japonesa Kim Jong Suk
Durante a juventude, Kim Jong Il frequentou a Universidade Kim Il Sung, onde se formou como aluno exemplar
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Opinião: Soberania e imperialismo, o que a Coreia ensina sobre a crise na Venezuela

Na madrugada desse dia 3, todo o mundo recebeu com cólera as notícias sobre a invasão e bombardeios da Venezuela e o sequestro de seu Presidente, Nicolás Maduro, e sua esposa por parte do imperialismo estadunidense encabeçado por Donald Trump — infame belicista e megalomaníaco. O que chama particular atenção neste caso não é a invasão descarada de um território soberano por este império, que já tem o longo histórico de maior organização terrorista e pior violador de direitos humanos do mundo, mas sim a forma espantosamente fácil com que ali entraram e sequestraram o Presidente e sua esposa: 47 segundos e sem baixas — segundo o próprio Trump na coletiva de imprensa dada no mesmo dia. E não estamos falando de um país pego de surpresa ou despreparado: a Venezuela tem encarado o imperialismo estadunidense há muitos anos, e nos tempos recentes também, com a retórica crescentemente ofensiva de Trump, tem feito preparativos para o caso da eclosão de uma guerra, mobilizando exército e povo — que, vale mencionar, está organizado em uma milícia civil que soma cerca 5 milhões de membros. E, ainda assim, tomaram xeque-mate em apenas 47 segundos. Que lições podemos extrair de mais esse episódio doloroso da história?

Ao ver esse lamentável desdobramento dos eventos, as pessoas, como de costume, recobram aquela grande verdade aprendida pela humanidade progressista a duras penas: o único diálogo que o imperialismo entende é a arma nuclear. Nem paz nem conciliação fazem parte de seu linguajar. E aqueles que, por bem ou por mal, tentaram este caminho, acabaram sofrendo uma sorte desagradável. Aqueles que, por outro lado, compreenderam bem cedo a realidade, sobreviveram e prosperaram. Tal é a verdade que a história oferece. E entre os países que melhor compreenderam tal verdade e mostraram sua justeza na prática está a República Popular Democrática da Coreia — país pequeno em extensão geográfica, mas que, resistindo às provocações militares e tentativas de estrangulamento por parte dos EUA durante décadas e, ao cabo de muita luta e persistência, logrando finalmente dobrá-lo à sua vontade, tornou-se gigante e a referência de soberania e independência para todos os povos do mundo.

Mas há algo sobre esse pequeno país gigante que a maioria das pessoas não sabe ou não nota. Não se trata apenas de possuir armas nucleares potentes e capazes de atravessar o globo. Mesmo que a Venezuela as possuísse hoje, isso não teria impedido nem revertido o quadro: os EUA conseguiram — apesar das preparações políticas, militares e civis para uma guerra feitas pelo país — cirurgicamente invadir e tomar o Chefe de Estado com a maior facilidade do mundo. É inegável que a proximidade geográfica entre ambos os países favorece o feito, mas de que país os EUA não estão perto, com suas infinitas bases militares espalhadas pelo globo? Ter armas nucleares nesta situação não mudaria nada. É claro que possuir a capacidade autodefensiva — com que dispor de seus próprios armamentos, de sua própria produção, sem depender de ajuda ou apoio externos — é um requisito indispensável para a soberania que os coreanos aprenderam e levaram a cabo, e que a Venezuela não pôde satisfazer plenamente. Mas há um fator muito mais importante, precedente à própria capacidade técnico-militar: a preparação político-ideológica do povo.

O eterno Presidente Kim Il Sung — ninguém menos que o homem que derrotou dois imperialismos em uma geração, o japonês e o ianque — percebeu, já nos tempos da guerrilha anti-japonesa, duas verdades: a de que a conquista e a manutenção da independência dependem das armas (o que os coreanos chamam de “Ideia Songun”); e a de que o fator decisivo da vitória não está exatamente no armamento, mas na preparação ideológica de quem os maneja. Foi com essa ideologia que o povo coreano, recém-liberto do domínio colonial fascista japonês e no fuzil, venceu, em 1953, os EUA da bomba atômica. A revolução coreana avançou, triunfou e perdura por dar a devida importância à consciência ideológica — que guia e regula as ações das pessoas. Foi, entre outras coisas, por negligenciar este fator tão importante e imprescindível que tantos países socialistas e independentes ruíram no passado — seja desde dentro, com a permissão da infiltração da ideologia burguesa em seu seio, ou por invasões externas contra as quais não tinham tal prontidão para lutar. Compreendendo desde cedo estas verdades e não se esquecendo delas nem por um segundo, os coreanos fizeram armar firmemente todas as pessoas com a consciência de classe e a ideologia comunista — com as quais percebem claramente a sua posição e distinguem o aliado do inimigo, conhecem este último e a sua natureza imutável — e, com isso, triunfaram em 1953 apesar da abissal desvantagem numérica e técnica, repeliram todas as tentativas de reacender a contenda (não formalmente encerrada) até o presente, e lograram colocar Trump, que falava de resolver a questão com “fogo e fúria”, na mesa de negociações e fazê-lo chamar o Marechal Kim Jong Un de “great leader“.

Portanto, não é só por possuir mísseis balísticos intercontinentais capazes de carregar ogivas nucleares que a Coreia Socialista se mantém de pé; já o fazia antes de tê-los, e o fez no seu pior momento: em meados dos anos 90, quando, com a queda da União Soviética e de todo o bloco socialista, o foco do imperialismo se concentrou na Península Coreana e eles não tinham ninguém com quem contar. Mas tinham o bem mais precioso e poderoso: o povo. E este, totalmente preparado para pegar em armas e se transformar em balas e bombas em defesa do regime escolhido por ele e de seu Comandante Supremo, manteve de pé a Coreia socialista e veio colhendo apenas vitórias.

Na preparação ideológica das massas, particular ênfase foi dada pelos coreanos, durante todo o seu percurso histórico, à unidade indestrutível e à defesa intransigente do líder. Algo que, para muitos aqui, é tomado como “estranho” ou “exagerado”, ou até como algo apenas circunstancial à situação de perigo permanente de guerra em que o país se encontra. Mas agora, ao ver a situação venezuelana — que não é inédita, se recordarmos da Líbia e do Iraque — onde o presidente foi sequestrado em menos de um minuto, parece plausível tomar como “exagero” ou “inoportuno” essa questão? O alvo da reação é sempre o líder do povo, tanto nas propagandas midiáticas quanto nas invasões militares. Porque, ao derrubá-lo, desmorona-se todo o resto: bagunça-se a ordem interna e, pior, abala-se o moral e a fé na vitória certa. Guardando no coração este fato aprendido já na luta anti-japonesa, o povo coreano forma um muro impenetrável e jura defender com a vida o seu líder — que é, precisamente, o seu destino — e abriga a fé de que, enquanto contarem com a direção dele, certamente triunfarão. Ao relegar esta questão a algo “exagerado” ou “inoportuno” — o que é uma infeliz sequela do XX Congresso do Partido Comunista da URSS que persiste até os dias de hoje no movimento comunista internacional — torna-se muito difícil pensar na vitória e na sustentação de uma revolução.

O grande fato que contribui para essa tragédia, condicionando a falta ou insuficiência de todos estes aspectos mencionados acima, reside na limitação do próprio regime venezuelano, que é capitalista. É absolutamente impensável tal estado de preparação político-ideológica e unidade inquebrantável do povo em torno do líder na sociedade capitalista, onde nem o poder estatal nem os meios de produção nem o poder militar estão sob controle da classe trabalhadora e onde o mandatário não é mais do que um administrador do Estado. É claro que Maduro, em virtude do processo revolucionário iniciado por Chávez, excede um pouco essa limitação em sua liderança, mas por mais que tente fazê-lo, por mais que se posicione como um firme anti-imperialista e busque o apoio das massas, sem a transformação radical da sociedade capitalista — com o partido que dirige de forma unificada a totalidade da vida social e o Estado, e este, por sua vez, assegura a ditadura revolucionária contra os inimigos de classe e mantém os meios de produção e as forças armadas nas mãos e a serviço do povo — não é possível alcançar a unidade com que impedir e repelir a agressão imperialista. Sem realizar a independência das massas populares — que só é possível no socialismo — não é possível formar o corpo sociopolítico em que todo o povo está unido como um só sob a direção do líder, que constitui o cérebro máximo deste corpo. Assim, o povo ficará ideologicamente dividido e débil: cada um com uma diferente visão de mundo, alguns, inclusive, com ideologias opostas à soberania do próprio país, será incapaz de se levantar e lutar e, finalmente, acabará como vassalo do imperialismo. Isso pra não falar do exército que, em tais condições, facilmente se vende e capitula diante do agressor. É porque, na sociedade capitalista, o que rege a sua ação não é a consciência ideológica revolucionária, mas o dinheiro. E como o General Kim Jong Il — que conduziu vitoriosamente o confronto anti-imperialista no seu momento mais agudo — ensinou: “O fuzil tomado às cegas, sem consciência de classe e resolução revolucionária, é, de fato, menos inútil que um graveto”1. Em tal circunstância, é impossível unir todo o povo com uma só ideologia e em torno de um único centro e travar a luta de vida ou morte contra o império.

Sem considerar as muitas limitações impostas pelo modelo venezuelano, verdadeira soberania e independência são impensáveis. E esta foi, é e será a realidade que, infelizmente, experienciaram muitos países que ousaram contrariar o império nos limites do sistema capitalista e, provavelmente no futuro também, outros ainda experimentarão.

Nestes momentos de crise, prestemos, antes de mais nada, o apoio e a solidariedade irrestritos ao país agredido pelo imperialismo e olhemos para a experiência de magistral defesa da soberania coreana, não apenas em relação ao arsenal nuclear e equipamento militar, mas, primeiramente, ao seu regime político e aos homens e mulheres que, empoderados pelo socialismo jucheano, manejam-nos e formam a muralha inexpugnável em torno de seu país. Somente através do socialismo, verdadeira liberdade, soberania e independência são alcançáveis — tal é a lição cara que nos ensina a revolução coreana.

“Nós, que defendemos a ideia Juche, devemos reprimir firmemente o maligno espírito anticomunista do inimigo com a superioridade espiritual e moral antes da superioridade militar e técnica, e exibir o poderio do exército revolucionário que vencerá sem falta com a ideologia e a moral comunistas.”2KIM JONG UN


Matheus Knupp, Instituto Paektu – Brasil


Referências:

  1. Aforismos de Kim Jong Il. 2008
  2. KIM JONG UN. “Sobre a situação criada e as tarefas dos chefes e instrutores políticos de batalhão das forças armadas da República”. 2024