Coreanos vão às urnas para eleger a XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema

No último dia 15 de março, a República Popular Democrática da Coreia realizou as eleições para a XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema (APS), o parlamento do país. Em todas as províncias, cidadãos compareceram às urnas para exercer o direito de voto e escolher seus representantes para o órgão máximo do poder estatal.

Como funcionam as eleições na Coreia

Para quem não está familiarizado com o sistema político coreano, vale uma breve contextualização. As eleições parlamentares ocorrem a cada cinco anos (e as locais, a cada quatro anos), com voto secreto e universal para cidadãos a partir de 17 anos. Três partidos compõem o espectro político — o Partido do Trabalho da Coreia (força dirigente), o Partido Social Democrata Coreano e Partido Chondoísta Chongu —, além de candidatos independentes.
Um ponto importante é que Kim Jong Un não concorre nesta eleição; os deputados eleitos são representantes locais, como gerentes de fábricas, médicos, professores e camponeses, que continuam em seus postos de trabalho após eleitos.

Para uma explicação mais detalhada sobre o funcionamento do sistema eleitoral, requisitos para candidatura, o papel dos partidos e o histórico das eleições na RPDC, confira nosso texto explicativo completo aqui.

O voto do líder

O estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia e Presidente da Comissão de Assuntos Estatais da RPDC, participou da votação na Mina Carbonífera Juventude de Chonsong, localizada no Complexo Carbonífero Juventude da Região de Sunchon, uma das principais jazidas do país, votando pela circunscrição eleitoral nº 48 do colégio nº 150.

Após receber a cédula do presidente do comitê eleitoral, o Secretário-Geral votou a favor de Jo Chol Ho, gerente da mina e candidato a deputado. Em conversa com o candidato, incentivou-o a manter-se fiel à responsabilidade como representante do povo, tendo sempre presente a confiança depositada pelos trabalhadores da mina e pelos habitantes da região.

O significado do voto na mina

Em seu discurso aos eleitores presentes, Kim Jong Un explicou por que escolhera justamente aquele local para votar: sempre respeitou profundamente os mineiros e quis compartilhar com eles aquele momento significativo. Recordou que a classe operária coreana é a força mais poderosa de criação e transformação na sociedade, e que os trabalhadores do setor carbonífero ocupam um lugar especial nesse conjunto por estarem na vanguarda da construção estatal.

O líder fez questão de mencionar as famílias que dedicam gerações ao trabalho nas minas — aquelas que percorrem “geração após geração os caminhos de galerias subterrâneas de milhares de metros que outros temem”. Para ele, esse tipo de dedicação só é possível por um amor genuíno ao país, o que torna os mineiros “os mais preciosos e confiáveis” cidadãos.

Agradeceu não apenas aos trabalhadores, mas também às esposas e mães dos mineiros, que acompanham e apoiam seus familiares na tarefa de produzir carvão para o país.

Carvão e desenvolvimento nacional

Kim Jong Un aproveitou a ocasião para reiterar a importância estratégica do carvão para a economia coreana — “o alimento de nossa indústria” e a base energética do desenvolvimento autossustentado. Explicou que, quanto mais o país avança, mais aumenta a demanda por carvão, já que as indústrias centrais o utilizam como combustível e matéria-prima.

Lembrou que o recente IX Congresso do Partido estabeleceu como meta para o novo quinquênio aumentar a produção do setor carbonífero em 1,2 vez em relação aos níveis atuais. Manifestou confiança de que a Mina de Chonsong, que sempre manteve forte produção abastecendo a capital, continuará na vanguarda desse esforço.

Transformação das zonas mineiras

Um dos anúncios mais significativos do dia foi a decisão do Partido de priorizar a melhoria das condições de vida dos mineiros. Kim Jong Un revelou que o Comitê Central já havia discutido no Congresso a necessidade de construir moradias dignas, transformar as vilas mineiras e modernizar tecnicamente o setor.

Segundo ele, este trabalho não pode mais ser adiado: é preciso eliminar o atraso das áreas de mineração, que já não condiz com o prestígio do país nem com as exigências da nova época. Anunciou que, nos próximos anos, todas as vilas de carboneiros serão convertidas em cidades modernas e culturais, seguindo o exemplo da zona de Komdok, transformada recentemente em um “lugar ideal”. Uma estratégia de curto, médio e longo prazo será elaborada em breve.

Ao visitar as instalações da mina e verificar as condições de produção, o líder reforçou a necessidade de aumentar o investimento estatal no setor. Comparou a extração de carvão ao cultivo agrícola: assim como a agricultura é necessária para a vida das pessoas, o carvão é indispensável para o Estado. Defendeu que as minas sejam padronizadas, com processos mecanizados e informatizados, para melhorar as condições de trabalho e a base material de todo o setor.

Em tom pessoal, confidenciou que, ao longo dos anos, sempre que pensava nos momentos difíceis da luta revolucionária, vinham-lhe à mente primeiro os esforços anônimos dos carboneiros, e que sempre sentiu gratidão por eles. Por isso, afirmou que “não se deve economizar nada” quando se trata de melhorar suas vidas.

Antes de partir, posou para fotografias com os mineiros, beneméritos laborais e funcionários da mina, expressando sua esperança de que os trabalhadores da Mina de Chonsong coroem com aumento produtivo o primeiro ano de implementação das resoluções do Congresso.

Eleições em todo o país

Em todas as localidades da Coreia, as eleições transcorreram com ampla participação. Veteranos de guerra, operários de complexos metalúrgicos e minas carboníferas, trabalhadores agrícolas etc. votaram com entusiasmo, aproveitando a ocasião para reafirmar seu compromisso com o desenvolvimento rural.

Citada pela Agência Central de Notícias da Coreia (ACNC), Jon Yong Suk, secretária-geral da circunscrição eleitoral nº 37 do colégio nº 567, avaliou que as eleições demonstraram mais uma vez a superioridade e o caráter democrático do regime eleitoral coreano.

Alguns dos eleitos, como Ryang Il, chefe da Direção de Comunicações da província de Hwanghae do Norte, e Kim Ju Song, chefe do forno do Complexo Siderúrgico Kim Chaek, declararam que trabalharão com ainda mais empenho pela prosperidade da pátria, honrando a confiança depositada pelas massas.

Os compatriotas do exterior também retornaram à pátria para participar do pleito. Na circunscrição nº 17 do colégio nº 22, membros da Associação Geral de Coreanos na China e da Associação de Trabalhadores Econômicos Coreanos Residentes na China compareceram às urnas com orgulho e dignidade.

Ri Sun Nam, primeira vice-presidenta da Associação Geral de Coreanos na China, disse que só na pátria é possível ver a população tão jubilosa com a consolidação do poder revolucionário. Ryang Kum Hae, da Associação de Trabalhadores Econômicos, afirmou que a RPDC, que sempre coloca as massas populares em primeiro lugar, continuará sendo um Estado socialista invicto. Ko Yong Sok, vice-presidente da mesma associação, prometeu que os coreanos na China apoiarão com lealdade a orientação do Marechal e intensificarão os movimentos patrióticos pela prosperidade da pátria.

Com a conclusão das eleições, a Coreia inicia agora o processo de organização da nova legislatura, que deverá se reunir nos próximos meses para dar início aos trabalhos parlamentares do novo ciclo.


Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)


Referências

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