O IX Congresso do Partido do Trabalho da Coreia chegou ao fim na última quarta-feira, 25 de fevereiro, em Pyongyang, após seis dias de deliberações que resultaram na aprovação do novo Plano Quinquenal, na reeleição de Kim Jong Un como Secretário-Geral e na definição das diretrizes políticas e econômicas para o próximo período. O encerramento foi marcado por um discurso do líder e por um grande desfile militar na Praça Kim Il Sung.
A 1ª reunião do Bureau Político e a finalização do plano
Antes da sessão de encerramento do Congresso, foi realizada, no dia 25, a primeira reunião do Bureau Político do IX Período do Comitê Central, presidida por Kim Jong Un.



A reunião teve como tarefa principal consolidar as contribuições dos delegados nas reuniões setoriais dos dias anteriores e finalizar o anteprojeto da resolução do Congresso. Os membros do Bureau Político que dirigiram as reuniões de consulta informaram a Kim Jong Un os pontos que demandavam emendas ou complementos. Após ouvir as opiniões, o Secretário-Geral deu indicações importantes, e o Bureau Político determinou o projeto final da resolução, decidindo apresentá-lo ao plenário do Congresso.
Foram revisados e aprovados também os projetos do Plano Quinquenal para 20 setores principais da economia nacional, bem como a resolução sobre o plano de trabalho para 2026 — primeiro ano de implementação das decisões do Congresso. Além disso, o Bureau Político analisou os anteprojetos da nova coleção de palavras de ordem e da coletânea explicativa dos Estatutos do Partido, decidindo divulgá-los em todo o Partido após os ajustes finais.
Sexto dia de Congresso e o discurso de encerramento proferido por Kim Jong Un
De volta ao plenário do Congresso, Kim Jong Un proferiu seu discurso de encerramento, no qual fez um balanço do significado do evento e traçou as tarefas para o próximo quinquênio.
“O IX Congresso do Partido do Trabalho da Coreia concluirá suas tarefas após debater e decidir com responsabilidade sobre todos os pontos da agenda que abordou” — iniciou.
“Definitivamente, analisamos que obtivemos os êxitos que desejávamos em todas as tarefas e no programa do congresso. Este foi o grande balanço de uma luta realmente árdua e representa o começo de uma nova trajetória.”
Kim Jong Un agradeceu aos delegados pelo trabalho e estendeu seu reconhecimento a todos os militantes, à população e às Forças Armadas, que “com sua típica disposição de sustentar o Partido com invariável lealdade e firmeza, asseguraram o êxito do congresso”.
Sobre os resultados do encontro, afirmou que “através do evento, analisamos e revisamos com acerto os êxitos e as experiências do período de que prestamos conta, com o qual comprovamos a justeza de nossa ideia e causa e o bom rumo que tomam nossas tarefas”. Destacou, ainda, que foram esclarecidas “tarefas e metas em todas as esferas como a política, a economia, a defesa e a cultura”, o que permitirá “acelerar com mais ânimo a luta pelo desenvolvimento integral do socialismo”.


O líder resumiu o espírito central do Congresso em uma frase: “consolidar os êxitos da luta em que abrimos a era do desenvolvimento integral e obter frutos maiores em uma etapa mais alta”. E conclamou todos a “hastear esta ideia e espírito como bandeira da luta e do avanço”.
Sobre o novo Plano Quinquenal, afirmou que seu cumprimento “cabe a todos os delegados aqui presentes e ao órgão de direção do Comitê Central do Partido recém-eleito”. Orientou que os delegados, por conhecerem melhor que ninguém o espírito do Congresso, “devem se pôr à frente da nova luta histórica” e “trabalhar com tenacidade na primeira linha por materializar a resolução”.
Aos membros do novo Comitê Central, dirigiu-se dizendo que “hoje são incomparavelmente grandes a demanda e a expectativa da pátria, da revolução, dos militantes e do povo”, e que todos devem “recordar em todo momento o juramento que fizeram ante o congresso”.
Concluiu com uma convocação:
“Levantemo-nos com a férrea vontade, convicção, segurança e confiança em prol da eterna prosperidade de nossa gloriosa pátria, a República Popular Democrática da Coreia, e o bem-estar de nosso povo.”
E declarou encerrado o IX Congresso do Partido do Trabalho da Coreia.

O grande desfile militar comemorativo
Ainda no dia 25, à noite, foi realizado na Praça Kim Il Sung um desfile militar em celebração do IX Congresso do Partido. O evento contou com 50 colunas de marcha, incluindo formações da cavalaria de honra, tropas de todas as especialidades, forças de operações especiais, paraquedistas e esquadrilhas de aviões.
A Praça estava ornamentada com iluminações decorativas, e o público incluía delegados do Congresso, beneméritos, inovadores laborais, quadros veteranos do Partido e das Forças Armadas, além de representantes de coreanos do Japão e da China.
Quando Kim Jong Un chegou à tribuna acompanhado do pessoal do comando do Exército Popular, foi saudado por estrondosas aclamações de “Viva!” e fogos de artifício


Ao som do hino nacional, foi realizada a cerimônia de içamento da bandeira nacional, com uma salva de 21 tiros em celebração do exitoso congresso.


Na sequência, Kim Jong Un proferiu um discurso ressaltando o significado do congresso, dessa reunião na Praça Kim Il Sung e o papel protagonista desempenhado pelo Exército Popular na defesa da pátria e na construção socialista.
“Faz cinco anos que, aqui, juramos e empreendemos uma nova busca. Alcançamos o que nos propusemos e hoje estamos de novo neste lugar para começar outra luta sagrada que devemos continuar”
Destacou o papel do Exército Popular na defesa da soberania e na execução das políticas do Partido: “Ao Exército Popular corresponde seguir desempenhando fidedignamente o papel protagonista de nossa grande era como forças armadas revolucionárias fiéis ao Partido, cerne da defesa nacional, desbravador de mudanças enormes e artífice da felicidade do povo”.
Em relação à postura de defesa, foi enfático: “Nosso exército responderá com o ataque de retaliação imediata e inclemente à hostilidade militar de qualquer força que atente contra a soberania, a segurança e os interesses nacionais”. E acrescentou que as forças armadas devem “possuir a disposição ideológica de quebrantar de antemão a vontade de guerra do inimigo e a preponderante capacidade técnico-militar que assegura a vitória em qualquer combate”.

Após o discurso, as colunas militares iniciaram a marcha. Desfilaram formações de guarda-costas, forças navais e aéreas, tropas de operações especiais, divisões de tanques e carros blindados, infantaria motorizada, franco-atiradores, tropas de montanha, paraquedistas, além de formações do Ministério da Segurança Pública e do Exército Vermelho Operário-Camponês.
Encerrando a marcha, passaram os cadetes das escolas revolucionárias, da Academia Militar Kim Il Sung, da Academia Militar Política Kim Jong Il e outras, formando as futuras gerações de oficiais.







Especial menção merecem as colunas das tropas de operação no exterior e a dos regimentos de engenheiros militares no exterior, que lutaram bravamente em Kursk contra o regime neonazista de Kiev.



Uma função artística tomou, então, a Praça, com apresentações que exaltavam as façanhas do Partido e a firme vontade do povo.



O desfile foi descrito pela imprensa oficial como “um festival político e militar que manifestou plenamente a invencibilidade da causa revolucionária do Juche”.
Com o encerramento do Congresso e a realização do desfile, a Coreia dá início oficialmente ao novo ciclo político de cinco anos, tendo como guia as resoluções aprovadas e o novo Plano Quinquenal para o desenvolvimento econômico e social do país.
Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)
Referências
