O IX Congresso do Partido do Trabalho da Coreia chegou ao quinto dia na última segunda-feira, 23 de fevereiro, em Pyongyang, com a realização da primeira sessão plenária do novo Comitê Central recém-eleito e um discurso de conclusão do Secretário-Geral Kim Jong Un, que traçou as diretrizes políticas e ideológicas para o próximo quinquênio.
A primeira sessão plenária do IX Comitê Central
Antes da continuação dos trabalhos do Congresso, foi realizada, ainda no dia 23, a reunião ampliada da I Sessão Plenária do IX Período do Comitê Central do Partido, presidida por Kim Jong Un. Participaram os 138 membros efetivos e 111 suplentes eleitos no dia anterior, além de observadores — funcionários de departamentos do Comitê Central, ministérios, órgãos locais e comandantes do Exército Popular.
Na abertura da sessão, Kim Jong Un felicitou os novos integrantes do órgão de direção, eleitos “sob grande confiança e esperança do Partido e do povo”. Em seguida, a reunião procedeu à eleição dos novos cargos de direção do Partido:
- Foi eleito o Presidium do Bureau Político e o Bureau Político do Comitê Central, encabeçados pelo Secretário-Geral;
- Foram eleitos os secretários do Comitê Central e organizado o Secretariado;
- Foram eleitas a Comissão Militar Central e a Comissão Revisora Central do Partido.
Na composição do Bureau Político, foram eleitos membros efetivos e suplentes — entre estes últimos, Kim Yo Jong, que também foi designada para o cargo de Chefe de Departamento do Comitê Central, dando continuidade às suas funções na estrutura partidária agora em uma posição superior à prévia.


A reunião também aprovou resoluções organizativas, incluindo a nomeação de chefes de departamentos do Comitê Central, secretários responsáveis dos comitês provinciais do Partido e a designação do pessoal de comando principal do Exército Popular.
Foram discutidos, ainda, o plano de trabalho para 2026 e as diretrizes para a elaboração do novo Plano Quinquenal, que deverá ser consolidado ao longo dos próximos dias com base nas contribuições dos delegados nas reuniões setoriais. Ficou decidido que o anteprojeto do plano será submetido à deliberação do Bureau Político após as consultas.
A relação completa com todos nomes dos novos membros foi divulgada pela Agência Central de Notícias da Coreia (ACNC).
O discurso de conclusão de Kim Jong Un
De volta ao Congresso, Kim Jong Un proferiu seu discurso de conclusão, no qual agradeceu pela confiança depositada pelos delegados ao reelegê-lo para o cargo máximo do Partido.
“Ainda que apenas tenha começado a colossal obra da realização dos ideais do povo e reste ainda muito por fazer para cumprir todas as promessas feitas a ele, voltaram a me confiar esta responsabilidade sagrada e importante. Assumo-a com sinceridade, como expressão de sua plena confiança e esperança de que eu me esforce com mais tenacidade.”

O líder fez um balanço do significado do Congresso até então, destacando que a análise dos últimos cinco anos — apresentada em seu relatório nos dias anteriores — foi “uma ocasião útil que nos faz orgulhar dos resultados que obtivemos com grande perseverança e nos expõe com clareza as experiências e lições”.
Sobre os próximos cinco anos, Kim Jong Un enfatizou que o novo Plano Quinquenal “constitui uma fase para a consolidação da estabilidade e para trazer o desenvolvimento qualitativo gradual de nossa economia”. Orientou os delegados a definirem os planos setoriais “combinando bem os dois aspectos: consolidar qualitativamente e continuar desenvolvendo os alicerces e as forças existentes”.
As “Três Revoluções”
Um dos pontos centrais do discurso foi a ênfase na continuidade das chamadas Três Revoluções — ideológica, técnica e cultural — como linha geral da construção socialista.
Sobre o tema, Kim Jong Un alertou:
“A revolução não significa somente a mudança material e a criação do bem material. Seu conteúdo fundamental é transformar a consciência ideológica das pessoas e prepará-las como entes poderosos com grande capacidade criadora.”

Citou exemplos de modernas bases produtivas e de serviços construídas pelo Estado que, em menos de um ano, voltaram a apresentar problemas de gestão por “excessiva negligência e irresponsabilidade” dos administradores. “Se não fazemos com eficiência as Três Revoluções, é muito evidente que, logo logo, os bens que tenhamos criado, por mais numerosos que sejam, tornar-se-ão inúteis” — afirmou.
As cinco exigências da nova época
O Secretário-Geral também retomou os cinco pontos que já havia apresentado no relatório de balanço como exigências da “época do desenvolvimento integral”:
- Alcançar a concordância de ações no conjunto da construção socialista e estabelecer uma rigorosa disciplina;
- Pôr fim a velhos esquemas, ao conservadorismo e ao empirismo, criando sem cessar o novo;
- Fazer as tarefas de modo científico, com previsão e rentabilidade;
- Renovar os métodos de direção sobre a produção e elevar a capacidade de comando dos funcionários;
- Materializar o princípio de dar prioridade à ideologia e às massas populares.
Segundo Kim Jong Un, esta é “uma demanda legítima da atualidade, que apresenta como um problema real melhorar e renovar todas as tarefas conforme o período de desenvolvimento integral”.
As cinco exigências da nova época
Ao final, reafirmou os três ideais que guiarão a luta do novo quinquênio: considerar o povo como o céu (Iminwichon), a unidade monolítica e o apoio nas próprias forças.
“Nosso ideal, meta e velocidade de avanço mudam constantemente, mas tais ideais típicos da revolução coreana são invariáveis e sua força inesgotável impulsionará com segurança nossa construção socialista rumo ao futuro luminoso.”

Concluiu conclamando os delegados a “avançar energicamente para antecipar o dia em que se realizem exitosamente o ideal e anseio de nosso povo, multiplicando o fervor, o espírito combativo e a confiança no futuro da causa socialista”.
As cinco exigências da nova época
O Secretário-Geral também retomou os cinco pontos que já havia apresentado no relatório de balanço como exigências da “época do desenvolvimento integral”:
- Alcançar a concordância de ações no conjunto da construção socialista e estabelecer uma rigorosa disciplina;
- Pôr fim a velhos esquemas, conservadorismo e empirismo, criando sem cessar o novo;
- Fazer as tarefas de modo científico, com previsão e rentabilidade;
- Renovar os métodos de direção sobre a produção e elevar a capacidade de comando dos funcionários;
- Materializar o princípio de dar prioridade à ideologia e às massas populares.
Segundo Kim Jong Un, esta é “uma demanda legítima da atualidade, que apresenta como um problema real melhorar e renovar todas as tarefas conforme o período de desenvolvimento integral”.

Após o discurso, o Congresso deu sequência à sua programação. No dia 24, foram realizadas reuniões de estudo e consulta divididas por setores — indústria, agricultura, indústria ligeira, cultura, construção, assuntos militares, indústria militar, assuntos legais, assuntos exteriores e tarefas partidárias.
Os membros do Presidium do Bureau Político e demais integrantes da nova direção partidária estão conduzindo esses debates, que têm como objetivo refinar os planos setoriais para os próximos cinco anos e consolidar as resoluções finais do Congresso. As contribuições dos delegados estão sendo concentradas em uma comissão de elaboração dos projetos de resolução.


O IX Congresso do Partido do Trabalho da Coreia prossegue em Pyongyang, com os delegados dedicados à tarefa de finalizar o novo plano quinquenal que orientará o país pelos anos seguintes a manter e expandir a tendência de rápido crescimento e desenvolvimento integral.
Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)
Referência
