Discurso do Embaixador Kim Chol Hak em razão dos 70 anos da vitória na Guerra de Libertação da Pátria

Discurso do Sr. Kim Chol Hak, Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República Popular Democrática da Coreia no Brasil, na abertura do evento em comemoração aos 70 anos da vitória do povo coreano sobre os Estados Unidos na Guerra de Libertação da Pátria de 1950-1953 promovido pelo Centro de Estudos da Política Songun do Brasil no dia 21 de julho de 2023 na cidade do Rio de Janeiro.

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Queridos companheiros, amigos e amigas:

Primeiramente, gostaria agradecer de coração ao Sr. Lucas Rubio Mesquita da Silva, presidente do Centro de Estudo da Política Songun do Brasil e a todos os seus membros pelo seu trabalho e dedicação para organizar este evento excepcional.

O Sr. Lucas tem um amplo conhecimento sobre a República Popular Democrática da Coreia e sua história, sua cultura, e a importante política Songun que garante substancialmente o desenvolvimento soberano de nosso país, nossa Revolução e construção socialista.

Ele é um admirador do povo coreano, solidário com o povo coreano que se dedica incondicionalmente à divulgação da justeza e da vitalidade da Política Songun ao povo brasileiro e do mundo.

Ele é um defensor da verdade e justiça que fala só a verdade sobre a República Popular Democrática da Coreia contra inúmeras mentiras e propagandas difamadoras das mídias norte-americanas e ocidentais.

Estou muito feliz de ter aqui em Brasil, muito longe da Coreia, um amigo como Lucas Rubio, um jovem sábio, solidário, internacionalista, defensor de verdade e combatente de justiça que desafia a este mundo cheio de informações falsas manipuladas para incentivar ódio e desconfiança, e quem merece todo o nosso respeito, admiração e uma grande salva de palmas.

Companheiros e companheiras:

Neste 27 de julho, nós celebramos os 70 anos da vitória na Guerra pela Liberação da Pátria. Esta data é a comemoração mais orgulhosa de todas outras festas nacionais.

Nada mais pode ser mais orgulhoso e glorioso para um país do que vencer uma guerra militar da que dependia a vida ou morte do seu povo.

A Guerra da Libertação da Pátria, como nos referimos à Guerra da Coreia, foi uma confrontação militar a um grande custo de vida para salvaguardar o nosso território dos agressores, assim como o primeiro enfrentamento sangrento após a Segunda Guerra Mundial entre os dois polos: o campo democrático e o imperialista.

Além dos soldados norte-americanos, mais de 15 países aliados aos Estados Unidos enviaram soldados para esta guerra contra o nosso país. A tamanha dimensão da guerra coreana de 1950 demonstra o quão cruel e severa foi esta guerra de proporção mundial para o povo coreano, que apenas tinha oficializado a fundação da República Popular dois anos antes. Era uma carga muito pesada para um país com apenas dois anos da fundação enfrentar as tropas norte-americanas mais atrozes do mundo e o seu grupo de seguidores bélicos.

Mas o mundo viu um milagre acontecer e o gigante desabar como um muro de areia. Desde os primeiros dias da guerra, as tropas agressoras norte-americanas e seus aliados tropeçaram com contragolpes impiedosos e a valentia temível dos soldados coreanos, que deixaram aos agressores sofrerem repetidas derrotas ao longo dos 3 anos de árdua luta, deixando finalmente aos inimigos a opção de desistir e firmar o Acordo de Armistício.

Na Guerra da Coreia, as forças militares dos Estados Unidos e seus aliados sofreram uma derrota contundente.

Defendemos a dignidade, a honra e a soberania da República, preservamos o ambiente favorável ao desenvolvimento independente do país e salvaguardamos a paz da humanidade ao impedir a execução da estratégia de hegemonia mundial dos norte-americanos e evitar um novo confronto planetário.

Eis aqui o enorme significado da vitória na Guerra de Libertação da Pátria que registra uma página marcante tanto na história da nação coreana quanto na história de guerras do mundo.

Esta vitória é o triunfo do defensor sobre o agressor, é a vitória da justiça e do progresso sobre a injustiça e a reação, e é, sem dúvida alguma, a grande vitória da humanidade que comprovou que por mais poderoso e superior que seja o agressor, não pode vencer um exército e povo determinados a resistir à morte.

Transcorreram 70 anos desde esta vitória gloriosa na guerra coreana. E todo esse período foi marcado por um constante e severo enfrentamento com os EUA, mas a nossa República salvaguardou fidedignamente o socialismo e reforçou suas potencialidades estratégicas de autodefesa, o que é uma vitória equivalente e incluso maior que a lograda na Guerra de Libertação da Pátria.

Porém não podemos parar por aqui.

Os Estados Unidos, o maior ameaçador da história contemporânea da Coreia, persiste em seus perigosos atos de hostilidade contra nossa República.

Sob o pretexto de fortalecer a sua “aliança” com o sul da Coreia, instiga as autoridades sul-coreanas ao enfrentamento suicida contra os compatriotas do Norte e difundem obstinadamente as falsas informações sobre uma tal ameaça dos norte-coreanos.

Inventar uma mentira contra a República e depois embrulhar essa falsidade como autêntica através das mídias manipuladas pelo mundo inteiro é a tática dos imperialistas norte-americanos para pressionar nosso país.

Um exemplo disso é que ultimamente inventaram uma história que diz que a nossa República é a “autora” da instabilidade da região da Ásia e é um “Estado perigoso”.

Eles consideram como provocadoras e ameaçadoras todas as ações rotineiras das nossas forças armadas, enquanto eles mesmos realizam abertamente nas águas coreanas exercícios militares de grande escala, que atentam seriamente contra a segurança de nossa República. Esta atitude contraditória e de pauta dupla deles é cínica, é própria dos bandidos e leva as relações bilaterais ao extremo e ao enfrentamento total.

A persistência dos imperialistas norte-americanos de manipular a opinião pública internacional para DEMONIZAR a nossa República não é mais do que um método convencional deles de encobrir sua natureza agressiva como perturbador de paz mundial e justificar sua política hostil evidentemente ilegítima e antiética.

A agressividade e arrogância dos imperialistas nunca mudam. Temos que enfrentá-los com a superioridade ideológica e militar.

A RPDC está preparada para qualquer tipo de enfrentamento contra os Estados Unidos.

Diante das bruscas mudanças da conjuntura político-militar e de possíveis crises futuras, seguiremos marchando com maior velocidade e entusiasmo no caminho da construção das Forças Armadas autodefensivas e modernas. Acima de tudo, continuaremos a tomar medidas que visem consolidar ainda mais, com a máxima celeridade, as forças nucleares que o nosso Estado possui.

A primeira e principal missão de nossas armas nucleares é dissuadir a guerra. Mas elas não ficarão acatadas à sua primeira missão de ter que prevenir a guerra, mesmo estando numa situação indesejada e criada fora de nossa vontade no nosso próprio território.

Se alguma força tentar prejudicar os interesses fundamentais do nosso país, as nossas armas nucleares serão obrigadas a cumprirem resolutamente a sua segunda missão, contra a sua vontade.

As forças armadas nucleares da nossa República são a garantia para a paz e seguridade da Península Coreana, porque são justamente a força dissuasiva que impede a imprudência nuclear dos Estados Unidos na região.

A RPDC é fiel a sua missão e responsabilidade como um Estado Nuclear e continuará a sua luta por erradicar até o mínima a ameaça de guerra nuclear dos imperialistas norte-americanos e preservar a paz da região e do mundo.

A RPDC, herdeira fidedigna da história e tradição da grande vitória na guerra, é invencível!

Obrigado.

Kim Chol Hak
Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República Popular Democrática da Coreia no Brasil


CEPS-BR
Foto da capa: Mariana Brites

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