Kim Jong Un é condecorado pela Rússia

Se aproxima o 9 de Maio, o chamado Dia da Vitória na Rússia, data na qual se comemora a Vitória da ex-URSS na chamada Grande Guerra Patriótica (Segunda Guerra Mundial, para nós).

Por essa razão, o presidente da Rússia, Vladímir Putin, emitiu ordens de condecorar o Máximo Dirigente da RPDC Kim Jong Un com a medalha «75 anos da Vitória na Grande Guerra Patriótica de 1941-1945» nesse 5 de maio de 2020.

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Kim Jong Un envia duas cartas nas últimas 24 horas

Insistentemente ainda relatado como “morto” ou em “grave estado de saúde” pela mídia internacional, Kim Jong Un segue enviando cartas e trabalhando normalmente. Pelo menos é o que aponta a mídia estatal da República Popular Democrática da Coreia.

Nesse domingo (27), o Rodong Sinmun, jornal porta-voz do Partido do Trabalho da Coreia, publicou um artigo informando que o líder coreano havia enviado uma carta de agradecimento aos trabalhadores envolvidos na construção do complexo turístico de Wonsan-Kalma, na costa do país.

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O que você precisa entender sobre a “morte” de Kim Jong Un

1) Por que a mídia da Coreia do Norte não desmente as notícias sobre a “morte” ou “estado de saúde grave” dele?

Para responder essa pergunta temos que ter em mente uma coisa: a Coreia do Norte navega em sua própria maré e ela não trabalha dentro de uma lógica da mídia internacional, do senso comum ou de fofocas. Há uma agenda própria que não é interferida por fuxicos ou desejos alheios de notas ou esclarecimentos.

A mídia da Coreia do Norte, desde a “primeira morte” de Kim Jong Un, tem noticiado normalmente as atividades rotineiras do país. Entrando em seus sites, como a KCNA e Rodong Sinmun, há notícias com apenas horas de espaçamento retratando visitas de ministros e funcionários à obras e fábricas, fotos sobre as paisagens de primavera em todo o país, notícias da educação, etc.

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Kim Jong Un, mesmo “morto”, envia carta

A KCNA, veículo da imprensa estatal da Coreia do Norte, publicou ontem em seu site uma notícia que dava conta de uma carta enviada pelo Marechal Kim Jong Un ao Presidente da Síria Bashar Al Assad. Parte da mídia e das pessoas seguem acreditando que Kim Jong Un está morto ou em estado grave de saúde mesmo após várias governos, inclusive dos EUA, negarem a informação falsa.

A notícia é reproduzida a seguir:

Máximo Dirigente Kim Jong Un envia uma mensagem de resposta ao presidente sírio

Kim Jong Un, Presidente do Comitê de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, enviou em 22 de abril uma mensagem de resposta a Bashar Al-Assad, presidente da República Árabe da Síria.

Kim Jong Un, em sua mensagem, expressou seu profundo agradecimento ao presidente da República Árabe da Síria por enviar sua sincera mensagem de saudação, refletindo o respeito caloroso pelo presidente Kim Il Sung, que está sempre vivo nos corações do povo coreano e dos progressistas de todo o mundo, por ocasião de seu 108º aniversário de nascimento.

Expressando a crença de que os laços de amizade e cooperação RPDC-Síria se fortalecerão de acordo com a nobre intenção dos líderes anteriores e o desejo dos povos dos dois países, a mensagem desejava ao presidente sírio boa saúde e maior sucesso em seu responsável trabalho.

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CEPS-BR

Trump também desmente morte ou doença de Kim Jong Un

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, declarou nessa quinta-feira, 23, que as informações sobre um suposto estado grave de saúde de Kim Jong Un eram incorretas, segundo a agência de notícias AFP, citada pelo portal Uol.

Trump, que na terça (21) chegou até mesmo a enviar uma mensagem de melhoras a Kim Jong Un, mesmo sem ter certeza do seu estado de saúde, disse hoje que a notícia disseminada pela rede americana CNN era falsa e que Kim Jong Un não está morto nem em estado de saúde ruim.

O mandatário estadunidense também criticou a CNN.

Ainda no dia 21 de abril, poucas horas depois do rumor inicial, autoridades da Coreia do Sul e China desmentiram qualquer notícia sobre isso.

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CEPS-BR

Rumores sobre morte de Kim Jong Un são falsos, dizem Coreia do Sul e China

Na noite dessa segunda-feira (20), a rede estadunidense de notícias CNN propagou uma informação de que Kim Jong Un estaria em “grave estado de saúde” após ter feito uma cirurgia cardiovascular. As fontes, segundo a matéria original, seriam “uma autoridade dos EUA”, “uma fonte familiarizada com a inteligência dos EUA” e “um funcionário do governo dos EUA”, ou seja, fontes não identificadas e, provavelmente, falsas.

Seguindo o ritmo já bastante conhecido de criar polêmicas de mentira para fomentar crises contra a Coreia do Norte citando fontes anônimas que nunca são explicitadas, a mídia em geral replicou por todo o mundo a informação central da CNN que acabou evoluindo em algumas manchetes até para uma suposta “morte cerebral” do líder coreano.

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Trump envia carta a Kim Jong Un elogiando o combate ao Coronavírus e propõe parceria

Já circulava por alguns meios de imprensa internacional que Donald Trump, Presidente dos EUA, teria enviado uma carta ao líder norte-coreano Kim Jong Un nos últimos dias.

A informação foi confirmada após Kim Yo Jong, primeira vice-diretora de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia e irmã de Kim Jong Un, publicar um artigo na imprensa estatal da Coreia do Norte comentando a carta.

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Irmã de Kim Jong Un comenta carta de Trump sobre o Coronavírus

Kim Yo Jong, que é primeira vice-diretora de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia e também irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, publicou no dia 22 de março uma declaração opinando sobre uma carta enviada por Donald Trump ao Máximo Dirigente Kim Jong Un nos últimos dias.

A declaração foi replicada pelos principais jornais e mídias da RPDC. Leia na íntegra:

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Reveja as atividades de KIM JONG UN em 2018

O ano de 2018 foi um ano histórico para a República Popular Democrática da Coreia, tanto interna quanto externamente. Foi o ano em que a RPDC consolidou de vez seu papel diplomático na arena mundial e alcançou importantes vitórias ao estabelecer diálogo e realizar cúpulas com o Sul da Coreia e com os Estados Unidos da América, países com que havia tinha difíceis relações no ano anterior de 2017.

O blog A Voz do Povo de 1945, também mantido pelo CEPS-BR, organizou uma matéria com todas as atividades de Kim Jong Un. Você pode acessar o post clicando aqui.

Já o blog central do Centro de Estudos da Política Songun do Brasil reúne a seguir para o leitor somente as principais matérias relativas às atividades mais destacadas de Kim Jong Un no ano de 2018:

Março

Kim Jong Un visita a China (1ª visita)

Kim Jong Un recebe Presidente do COI

Abril

Kim Jong Un assiste à apresentação de grupo artístico da Coreia do Sul

Kim Jong Un visita a Coreia do Sul

Maio

Kim Jong Un visita a China pela 2ª vez

Kim Jong Un recebe secretário de Estado dos EUA em Pyongyang

Kim Jong Un se encontra com Moon Jae In no Norte da Coreia

Junho

Kim Jong Un recebe Serguey Lavrov da Rússia

Histórica Cúpula RPDC-EUA em Singapura

Kim Jong Un visita a China pela 3ª vez

Setembro

Parada Militar e Manifestação Civil em comemoração ao 70º aniversário da fundação da República Popular Democrática da Coreia

Grande ginástica de massa e performance artística “A Gloriosa Nação”

Kim Jong Un se encontra Moon Jae In no Norte da Coreia pela 2ª vez

Novembro

Kim Jong Un recebe Presidente de Cuba em sua visita à Coreia Popular

Kim Jong Un supervisiona teste de arma tática de alta tecnologia recém-desenvolvida

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Lucas Rubio
Presidente do CEPS-BR

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KIM JONG UN visita a China

O líder da República Popular Democrática da Coreia, Kim Jong Un, realizou entre os dias 25 e 28 de março de 2018 a sua primeira visita ao exterior. O destino foi a República Popular da China, país vizinho que mantém uma longa tradição de amizade e cooperação. A visita extraoficial do líder coreano, que foi acompanhado por sua esposa, Ri Sol Ju, foi um convite do Presidente Xi Jinping, Secretário Geral do Comitê Central do Partido Comunista da China e Presidente da RPC e da Comissão Militar Central.

O Marechal Kim Jong Un partiu de Pyongyang, capital da Coreia, a bordo de um trem especial, no dia 25 de março. Atravessou a fronteira entre China e RPDC e chegou à cidade chinesa de Dandong, onde foi recebido por altos funcionários do PCCh, como Sang Tao, chefe do Departamento de Relações Internacionais do CC do PCCh e Li Jinjun, Embaixador da China na RPDC. Kim Jong Un agradeceu a Song Tao por ter ido até a cidade fronteiriça, tão distante da capital chinesa, para recebê-lo. Song Tao deu calorosas boas vindas ao líder coreano e sua esposa e disse que veio pessoalmente recepcionar o líder em nome de Xi Jinping.

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No dia 26 de março, o Marechal Kim Jong Un chegou, também de trem, à estação ferroviária central de Beijing, na cidade capital da China. Em Beijing, também foi recebido por importantes autoridades, como Wang Huning, membro do Comitê Permanente do Bureau Político e membro do Comitê Central do PCCh, além de outras personalidades, como Ding Xuexiang. Da estação de trem, Kim Jong Un e Ri Sol Ju, a primeira-dama da RPDC, tomaram um carro e seguiram em uma grande comitiva até a Casa de Hóspedes de Diaoyutai, escoltada por 21 motocicletas. A comitiva atravessou a capital chinesa atraindo atenções.

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Depois disso, a comitiva seguiu para o Grande Palácio do Povo, no coração da China, na Praça Tiananmen, onde o Marechal Kim Jong Un se encontrou pela primeira vez como Presidente chinês Xi Jinping, que o recebeu com um caloroso aperto de mãos. A primeira-dama da China, Peng Liyuan, também estava presente. Xi Jinping deu boas-vindas ao líder coreano em sua primeira viagem ao estrangeiro. Kim Jong Un agradeceu pela esmerada atenção e recepção. Depois de se fotografarem, os líderes da China e Coreia subiram numa tribuna e então foram executados os hinos nacionais das duas Repúblicas Populares. Depois, foi realizada uma solenidade militar e os líderes passaram em revista às tropas do Exército Popular de Libertação da China.

 

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Em seguida, os líderes se dirigiram à sala de conferências onde tiveram início conversações bilaterais. Os comandantes dos dois partidos e países trocaram opiniões sobre importantes assuntos, incluindo as longas relações de amizade entre a China e RPDC e a situação da Península Coreana.

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Kim Jong Un afirmou que o Partido do Trabalho da Coreia e o Governo da RPDC mantém a firme decisão de continuar a valorosa tradição de amizade entre ambos os países, preparada e fortalecida pelos líderes das gerações anteriores; ele também disse que é necessário levar essa amizade à novas etapas de nossa época. O Marechal disse que esse importante encontro deveria estreitar o intercâmbio de opiniões estratégicas e a cooperação tática para consolidar a ajuda bilateral. Ele também manifestou a esperança que o PCCh faça uma correta liderança do povo chinês e que alcance grandes êxitos no cumprimento da causa da construção de uma potência socialista moderna e que se realize o sonho do “grande renascimento da nação chinesa”.

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Depois dele, o Presidente Xi Jinping discursou, dando boas vindas ao Máximo Dirigente pela sua visita. Ele enfatizou que apreciar, continuar e desenvolver incessantemente a amizade entre a China e a Coreia, estabelecida pelos antigos líderes no curso da contribuição mútua para o avanço vitorioso da causa socialista e da nobre amizade revolucionária, é a opção e vontade estratégica e firme do partido e do Governo da China. Ressaltou que as recentes mudanças positivas ocorridas na Península Coreana são os frutos das decisões táticas de Kim Jong Un e do Governo da Coreia.

Xi Jinping disse que sob o governo de Kim Jong Un, o PTC alcançará novos êxitos em continuar conduzindo o povo coreano ao desenvolvimento da economia e da melhora das condições de vida.

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Kim Jong Un, ao final da conversa, convidou o Presidente Xi para uma visita à RPDC e o líder chinês aceitou com prazer a proposta.

Depois do diálogo, o Presidente Xi Jinping e sua senhora Peng Liyuan presenteram Kim Jong Un e sua esposa com lembranças especiais. Depois, os líderes se dirigiram para um dos salões do Grande Palácio do Povo, onde o Presidente Xi ofereceu um generoso banquete.

Antes da refeição, os participantes puderam ver uma apresentação em vídeo que mostrava imagens históricas das visitas anteriores dos líderes coreanos Kim Il SungKim Jong Il, que foram recebidos pelas antigas lideranças chinesas Mao Zedong, Zhou Enlai, Deng Xiaoping, Jiang Zemin, Hu Jintao e outros veteranos. As imagens deixaram claro aos presentes que a China e a RPDC possuem uma longa trajetória de amizade e cooperação forjada em épocas difíceis de luta anti-imperialista e durante o auge da Revolução.

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Depois, Kim Jong Un e Xi Jinping discursaram. O líder coreano mais uma vez agradeceu todo o cuidado, atenção e tratamento das autoridades chinesas e disse que era natural que sua primeira viagem fosse para a China. Ele também expressou seu desejo que as resoluções das recentes conferências do Partido Comunista da China sejam levadas adiante e congratulou Xi Jinping por sua reeleição.

“O povo coreano e chinês, que vêm se ajudando mutuamente e dedicando seu sangue e vida para a luta conjunta ao longo do tempo, experimentaram ao longo disso que os seus destinos são inseparáveis e que sabem muito bem que é valioso o ambiente de paz e estabilidade na região e que isso foi muito caro para ser conquistado e defendido”, disse Kim Jong Un em relação à luta de ambos os países na década de 1940 contra a invasão japonesa e depois da cooperação mútua na Guerra da Coreia de 1950-1953.

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O Presidente chinês também discursou. Durante sua fala, lembrou que o Presidente Kim Il Sung, durante sua vida, visitou a China mais de 40 vezes e que tinha uma amizade muito especial com o Presidente Mao Zedong e o Primeiro-Ministro Zhou Enlai. Também recordou que o Dirigente Kim Jong Il visitou a China algumas vezes e disse que a atual visita do Marechal Kim Jong Un é uma demonstração da continuidade da amizade entre os dois países.

“Estou convencido de que, qualquer que seja a situação internacional e regional, ambas as partes procurarão a felicidade dos nossos países e de seus povos, tomando o controle da atual situação mundial e realizando visitas de alto nível, aprofundando a comunicação estratégica e o intercâmbio.”

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Uma apresentação artística foi cuidadosamente preparada e executada pelos anfitriões chineses enquanto os participantes banqueteavam. Depois da apresentação, Kim Jong Un e sua esposa entregaram flores aos artistas em sinal de agradecimento. Toda a cerimônia ocorreu em clima de camaradagem, amizade e alegria.

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No dia seguinte, dia 27 de março, Kim Jong Un se dirigiu à Academia Nacional da Ciências da China, onde foi conduzido por várias exposições sobre tecnologias industriais e de geração de energia. Acompanhado por guias que explicavam e apresentavam novas soluções tecnológicas, Kim Jong Un apreciou o avanço técnico dos chineses e até mesmo interagiu com um robô. Ao final da visita à Academia, o Marechal escreveu uma mensagem, que dizia: “Pude conhecer o grande poderio da China, grande país vizinho. Se alcançarão os melhores êxitos da ciência sob a sábia direção do Partido Comunista da China.”

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Depois disso, o Marechal e sua esposa foram para o palácio de Yangyuanzhai, onde foram recebidos novamente pelo Presidente Xi Jinping e sua senhora. Os líderes passearam pelo belíssimo jardim do palácio, em estilo milenar chinês; o palácio foi construído em 1773 para ser a morada especial do Imperador Qianlong, da dinastia Tsing, e é um lugar significativo: foi nesse lugar que Kim Il Sung se encontrou com Mao Zedong pela primeira vez na década de 1950.

Kim Jong Un e Xi Jinping conversaram mais uma vez, se fotografaram e depois almoçaram. Após isso, o casal coreano entregou presentes aos anfitriões.

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No fim, Xi Jinping e sua esposa, Peng Liyuan, se despediram de Kim Jong Un e Ri Sol Ju, que saíram de carro rumo à estação de trem. Na estação, autoridades chinesas se despediram dos coreanos, que pegaram um trem até Dandong, onde foi feita uma parada. Depois, Kim Jong Un e sua comitiva seguiram de volta para a Coreia.

 

 

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Você pode ver um documentário produzido pela TV Central da Coreia que mostra todas as filmagens da visita de Kim Jong Un à China:

Essa visita relâmpago de Kim Jong Un à China, completamente inesperada, é parte de uma série de movimentações diplomáticas da Coreia do Norte. Essas ações diplomáticas são a sequência das movimentações militares muito intensas do ano passado, que prepararam o terreno e o psicológico dos líderes mundiais para a mensagem de que a Coreia do Norte não pode ser destruída e que resoluções hostis não dão certo nem surtem efeito.

Se em 2017 Kim Jong Un mostrou ao mundo um cardápio de armas poderosas, muitas delas capazes de atingirem os Estados Unidos, esse ano o líder coreano quer dar uma aula de diplomacia, começando com a interação com a Coreia do Sul, seguindo para a China e, muito em breve, com os próprios Estados Unidos.

A ida da RPDC à Coreia do Sul para os Jogos Olímpicos de Pyeongchang e a retomada do diálogo entre as partes mostra que, à nível regional, a Coreia do Norte consolidou sua posição, uma vez que a própria Coreia do Sul notou que não há outro caminho para a resolução da situação que não meios pacíficos. Depois, o Norte partiu para resolver os assuntos com seu maior parceiro comercial e grande potência global, a China. Assim, Kim Jong Un mostra que a RPDC está disposta a continuar a amizade de décadas de décadas dentre os dois governos, ressaltando, principalmente para os EUA, que a China não saiu da jogada. Vale lembrar que recentemente a China aderiu às sanções econômicas contra a Coreia. Mas a China tem um discurso muito dual. Então, pelo que parece, Kim Jong Un pretende mostrar aos próprios chineses que sufocar a RPDC não vai dar certo. O discurso dos mandatários de ambas as partes, durante a visita, foi sempre centrado em amizade, cooperação, intercâmbio. Isso nos dá uma pista sobre o que pode acontecer com a relação entre China e Coreia: reaproximação e, quem sabe, o levantamento de algumas sanções.

Nos EUA, a visita de Kim Jong Un soou muito bem para Trump, que correu para o Twitter, no qual passa mais tempo do que em seu próprio escritório presidencial, para dizer que está “muito ansioso” para o encontro dele com Kim Jong Un, encontro esse que provavelmente ocorrerá em maio desse ano e que é resultado das conversações, em Pyongyang, entre Kim Jong Un e uma delegação sul-coreana enviada em caráter especial.

Ao se aproximar da China, a Coreia ‘cola’ num amigo poderoso: a China corresponde à grande parcela do comércio mundial, principalmente dos EUA. Sendo assim, os EUA escutam a China com atenção, afinal, ninguém quer se indispôr com o gigante asiático, muito embora ambos os países possuam suas divergências e concorrências irreconciliáveis.

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Lucas Rubio
Presidente do Centro de Estudos da Política Songun – Brasil
(Com informações de KCNA)

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