A participação popular feminina na Guerra da Coreia

A palavra Juche pode ser resumida como “autossuficiência” ou “independência” e foi com essas palavras em mente que milhares de mulheres coreanas se levantaram para lutar contra a dominação japonesa. Entre elas, se destaca Kim Jong Suk, nascida em uma família patriótica e que deu tudo de si para a revolução e proteção dos ideários do Presidente Kim Il Sung.

Kim Jong Suk movimentou as massas femininas para participarem ativamente na Revolução e construção de uma nova Coreia, nos anos de ocupação japonesa. Durante as guerrilhas, desenvolveu táticas de combate, ensinou os homens a costurar e as mulheres como atirar uma arma. Após a liberação em 1945, participou ativamente na construção do Exército Popular da Coreia, introduziu os cursos de paraquedismo e de atiradores de elite, visitava construções de casas, hospitais, escolas e da Universidade Kim Il Sung, participando na organização das primeiras eleições e reunindo as mulheres na Associação de Mulheres Democráticas da Coreia.

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Kim Jong Suk foi uma heroína revolucionária que organizou as mulheres coreanas na guerra contra a ocupação do Japão

Graças a essas organizações de massas e do papel ativo que as mulheres desempenhavam, conseguiram conquistar sua independência: a primeira lei promulgada na parte Norte da Coreia foi a Lei de Igualdade Sexual, que foi um primeiro e importante passo para acabar com a ideologia feudal da velha sociedade que via o homem superior a mulher.

Em 25 de junho de 1950 essa independência se viu ameaçada pela agressão das forças imperialistas dos EUA. Com isso, as mulheres novamente se levantaram e pegaram em suas armas para defender a soberania do seu país e também os seus direitos recém-conquistados.

As mulheres coreanas se mobilizaram em defesa do socialismo e da sua independência. A veterana de guerra To Yun Ok, que havia avançado até a linha do rio Raktong durante a Guerra da Coreia, disse que as coreanas realizaram méritos na luta contra os imperialistas ianques:

“Durante os cinco anos depois da libertação, as mulheres coreanas se tornaram pela primeira vez verdadeiras donas do país, das fábricas e da terra graças ao Presidente Kim Il Sung e a heroína Kim Jong Suk.

Não podemos permitir que o nosso poder seja arrebatado pelos agressores imperialistas.

Por isso, quando os ianques começaram a guerra contra a nossa República Popular, nós, mulheres coreanas, incentivamos nossos maridos e filhos para lutarem e nós mesmas saímos e tomamos parte da frente de combate.”

Durante a Guerra da Coreia, numerosas heroínas e combatentes, conhecidas e desconhecidas, se levaram na luta contra a agressão imperialistas. Entre elas, An Yong Ae, conhecida como “filha do Partido do Trabalho da Coreia”, Jo Sun Ok, que em um ato heroico se lançou gravemente ferida contra um tanque inimigo carregando um pacote de explosivos na sua mão, Thae Son Hui, que como a primeira aviadora da Força Aérea realizou proezas ao abater os aviões dos estadunidenses e Jo Ok Hui, que mesmo presa pelos inimigos não se ajoelhou e manteve-se leal à pátria.

Esses são apenas alguns exemplos, pois as mulheres durante a guerra estavam na linha de frente, estavam na retaguarda, eram espiãs, eram atiradoras de elite, operavam tanques, canhões de artilharia, artilharia antiaérea e caças de superioridade aérea, estavam em todos os ramos das forças armadas e em todos os combatentes direta ou indiretamente.

As mulheres que estavam nas fábricas responsáveis por produzir munição, armamento e peças de reposição se uniram no movimento “as fábricas também são a frente de combatente!”, com isso essas mulheres aumentaram a produção muitas vezes sem receber nada em troca, transportando as cotas de munição e remédios sob chuva de balas e estilhaços de bomba.

Exemplares foram as operárias de Rakwon e da comuna Kunja, que asseguraram a produção bélica durante toda a guerra, mesmo sendo alvos das bombas americanas. As mulheres da comuna Jangsan (comuna de Hajang na época) e da aldeia em torno do rio Nam estavam à frente do aumento na produção de cereais durante a guerra, bem como na assistência médica na linha de frente sob o cheiro de pólvora.

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A participação feminina na guerra contra o Japão e depois contra os EUA fez do Exército Popular da Coreia um dos exércitos com o maior número de efetivo de mulheres no mundo de hoje

Todas as mulheres estavam unidas na linha de frente, na retaguarda, nas fábricas e cooperativas agrárias, com a convicção na Revolução Socialista e de que um pequeno país pobre era capaz de vencer a maior potência militar do mundo e seus fantoches.

Assim que o armísticio de 1953 foi assinado, as mulheres se levantaram mais uma vez para construir o país na velocidade Chollima.

Embora tenha se passado 67 anos desde o cessar fogo, o espírito revolucionário de defesa convicta do socialismo e da pátria ainda queima nos corações das mulheres do Monte Paektu*, que sempre que uma ameaça se ergue no horizonte são as primeiras em se voluntariarem para combater e defender a pátria socialista construída pelas gerações passadas.

(*O Monte Paektu é um local da Coreia onde nasceu a resistência anti-japonesa e hoje símbolo da tradição militar da Coreia Socialista)

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Gabriel Tanan
Vice-Presidente do CEPS-BR
(Com base em “Merits of Korean women realized by victory in war” da KCNA, 27 de julho de 2015)

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