Coreia do Norte é varrida por onda de manifestações

Ações do governo sul-coreano geraram uma onda de revolta em várias cidades da República Popular Democrática da Coreia, relatam as mídias do país. 

Pelo menos quatro cidades na Coreia do Norte, incluindo a capital Pyongyang, vivenciaram manifestações de massa nos últimos dias após uma ação hostil praticada por “desertores” na fronteira entre o Norte e o Sul da Coreia.

Nampho, Kaesong, Hwanghae do Sul e a própria Pyongyang foram palco das ações convocadas por organizações da juventude coreana e também por associações de trabalhadores em cinco dias diferentes.

Segundo Kim Rye Yong, em sua matéria de segunda página no jornal norte-coreano Pyongyang Times, desde 6 de junho várias províncias tiveram atos com milhares de manifestantes contra os “insultos à dignidade suprema da RPDC”. Manifestações estão liberadas para acontecer na Coreia do Norte já que desde janeiro não houve nenhum caso de Covid-19 no país; mesmo assim, pelas fotos percebe-se que os manifestantes usavam máscaras.

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No dia 31 de maio, foram lançados balões a partir da Coreia do Sul para o interior da Coreia do Norte contendo panfletos que ofendiam o governo e os cidadãos do país. A ação foi comandada por “desertores” do Norte, com a conivência do governo sul-coreano.

Os atos foram convocados pela Federação Geral dos Sindicatos da Coreia e também pelo Sindicato dos Trabalhadores Agrícolas da Coreia, contando com o apoio de organizações que atuam fora da Coreia, como a Associação Geral de Coreanos na China, a Associação Coreana Feminina na China e a Associação Geral de Residentes Coreanos no Japão (Chongryon).

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Os protestos são principalmente contra as violações da Coreia do Sul aos acordos de paz de 2018 e o esvaziamento do debate pela paz definitiva na Península Coreana. O uso de “desertores” nas ações com balões – classificada de “criminosa” e “imperdoável” – parece ter aberto uma ferida no diálogo inter-coreano, uma vez que há um amplo conhecimento de que tais “desertores” são pagos e contratados por ONG’s patrocinadas pelos EUA e pelo próprio governo sul-coreano para praticarem atos hostis contra a RPDC.

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Nas manifestações, foram lidas ativas declarações das associações sindicais e juvenis que, dentre outras coisas, diziam que o povo coreano tem “fé inabalável e vontade de aniquilar resolutamente o inimigo”. O teor forte das declarações, que inclusive chamam os desertores de “lixo” e “escória humana”, revelam o estado de ânimos na Coreia do Norte após um longo período de tolerância à inércia da Coreia do Sul em avançar nas negociações.

Os comícios também apoiaram as declarações dadas por Kim Yo Jong, diretora de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia e uma das principais figuras durante as conversações com o Sul entre 2018 e 2020.

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Centro de Estudos da Política Songun – Brasil
Com informações de Pyongyang Times e Uriminzokkiri

 

 

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